Resenha: Síndrome Psíquica Grave, Alicia Thompson

Sindrome psiquica grave OK

 
Título: Síndrome Psíquica Grave
Título Original: Psych Major Syndrome
Autora: Alicia Thompson
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Lançamento: 2015
Nota: ★★★★☆
 
 

Síndrome Psíquica Grave – A Paciente, Leigh Nolan (essa sou eu), começou seu primeiro ano na Universidade de Stiles. Ela decidiu se formar em psicologia (apesar de seus pais preferirem que ela estudasse tarô, não Manchas de Rorschach).
A Paciente tem a tendência a analisar demais as coisas, especialmente quando isso envolve o sexo oposto. Exemplo: por que Andrew, seu namorado de mais de um ano, nunca a convida para passar a noite com ele e dar o próximo passo no relacionamento — leia-se transar? E por que ela passou a ter sonhos eróticos com Nathan, o colega de quarto de Andrew que tanto a odeia?
Fatos agravantes incluem: outros alunos de psicologia supercompetitivos, uma professora que precisa urgentemente de análise e uma colegial que acha que a Paciente é, em uma palavra, ingênua.

Enredo

Leigh é daquelas pessoas já vai para a faculdade tendo a certeza absoluta do curso que irá fazer, mesmo que procrastine um pouco quanto ao que fazer na pós-graduação – faltam quatro anos para isso e não há porque se preocupar tanto -, pensando bem, ela é mesmo de procrastinar até o último minuto possível. Dito isso, é fato conhecido que a psicologia está em sua vida de forma constante e concreta, ela é muito (ênfase no muito) analítica e crítica com todos a sua volta.

A Universidade Stiles tem um tipo de ensino mais aberto, não há notas e você pode literalmente montar a classe que quiser de acordo com seus interesses. Talvez ela esteja lá por uma certa influência do namorado, Andrew, que costuma força-la a pensar no futuro como se fosse agora, mas ela esconde isso no fundinho da mente porque foi lá que conheceu sua amiga fiel e futura madrinha de casamento, Ami, a colega de quarto por puro acaso.

A narrativa vai transcorrendo com a vivência de Leigh na faculdade: as novidades da recém liberdade; com o fato de ter essa liberdade e ainda não ter transado com Andrew mesmo namorando-o há tanto tempo – mais de um ano; a arqui-inimiga Ellen e sua competitividade; Nathan, colega de quarto de Andrew, que parece nutrir por ela algo entre o ódio e desprezo; além de uma adolescente dando lições de moral para cima de Leigh, como se fosse a adulta da relação. Todos esses dramas e dilemas, que passam pela nossa cabeça ora sim ora não, com o tipo de humor certo para um livro que você lê em uma tacada só.

Personagens

Tudo acontece com Leigh, ela é uma personagem principal bem divertida e carismática, às vezes um pouco dramática demais, bastante ingênua com relação ao namorado, mas a sagacidade das piadinhas e tiradas me fez ficar bastante fã (o que está ligado ao fato de o livro ser narrado em primeira pessoa) e esperar realmente que ela acordasse para algumas coisas ao redor dela. Suas pequenas neuroses dão um toque a mais na trama.

Seus pais são mencionados, mas aparecem pouco. Um casal de hippies com uma pousada esotérica chique que ficam um pouquinho decepcionados por sua única filha não seguir o caminho do mistério e ilusão.

Ami é uma amiga fofa, a ‘das artes, que encara discussões gigantes com Leigh sobre copos de água ou qualquer coisa que seja proposto, ela pode até ter chegado há pouco tempo na área, mas já tem uma importância gigante na vida da amiga.

Andrew é o namorado do colégio, estudante de filosofia que encara os estudos muito a sério e acaba negligenciando Leigh. Eu confesso que achei ele extremamente babaca e não consegui imaginar porque continuar com um cara que nem faz tanta questão de ficar com ela. Não consegui achar pontos exatamente positivos nele.

Nathan é o cara bonzinho que é mau visto, eu quis abraçar ele em várias partes do livro, se pudesse levava pra casa. Ele estuda matemática, faz o tipo certinho, bastante atraente e anda com o seu violão por todos os lugares possíveis.

De forma geral, são personagens divertidos, mesmo os com papel menos importante, com um certo nível de verossimilidade, fazendo a gente se ver em algum ponto aqui e ali.

Considerações finais

Um livro que vale a pena ser lido, numa tarde tranquila, para fazer o tempo passar de forma divertida. O clima é leve, descontraído e apaixonante.

A capa é fofa, a diagramação é boa e não percebi erros tão gritantes na revisão.

Cada início de capítulo começa com um quadrinho descrevendo um tipo de transtorno que se encaixe na vida de Leigh e no capítulo em si.

2015-04-22 00.37.44
 

Sobre o autor

É formada em psicologia pela New College of Florida e escreveu este romance em seu último ano de faculdade. Seus contos “Abby Greene for President” e “Stealing Mark Twain” foram publicados na revista Girl’s of Life. Aqui o site da autora.

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