Top 5: favoritos de 2014 – Juliane

Ainda dá tempo de falar sobre nossos favoritos de 2014? Antes de 2015 acabar? HAHA
Com certeza vai virar tradição aqui no blog todos os anos (sem atraso da próxima vez)!
Também para vocês conhecerem um pouco mais do que gostamos de ler.
Sem mais demoras, aqui estão meus favoritos de 2014:
 

1. Vivian versus the apocalypse

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Vivian Apple tem 17 anos e mal pode esperar pelo fatídico “Arrebatamento” – ou melhor, mal pode esperar para que ele não aconteça. Seus devotos pais foram escravizados pela Igreja faz tempo demais, e ela está ansiosa para que voltem ao normal. O problema é que, quando Vivian chega em casa no dia seguinte ao suposto Arrebatamento, seus pais sumiram e tudo o que restou foram dois buracos no teto.
Vivian está determinada a seguir vivendo normalmente, mas quando começa a suspeitar que seus pais ainda podem estar vivos, ela percebe que precisa descobrir a verdade. Junto com Harp, sua melhor amiga, Peter, um garoto misterioso que tem os olhos mais azuis do mundo e informações sobre o verdadeiro paradeiros dos seguidores da Igreja (ou é o que ele diz), e Edie, uma Crente que foi “deixada para trás”, os quatro embarcam em uma road trip pelos Estados Unidos. Mas, depois de atravessar quilômetros de eventos climáticos bizarros, gangues de Crentes vingativos e um estranho grupo de adolescentes auto-intitulados os “Novos Órfãos”, Viv logo vai perceber que o Arrebatamento foi só o começo.


Roubei um pouco em colocar o livro nos favoritos de 2014 pois ele não foi lançado em 2014 e só chegou no Brasil esse ano. MAS, ano passado ouvi muitos booktubers falando sobre ele e lógico que precisei comprar, ele chegou no finalzinho de dezembro e o li nos últimos dois dias do ano. Sim, levei só dois dias para ler e ainda foi final de dezembro! O meu queridinho do ano até então era ‘O começo de tudo’ (o próximo da lista). Assim que soube que o livro seria lançado aqui comecei a ficar ansiosa para comprar a versão nacional. Fiz resenha, quem quiser ver, tá aqui!
 
2. O começo de tudoo-comeco-de-tudo.jpg.1000x1353_q85_crop

O garoto de ouro Ezra Faulkner acredita que todo mundo tem uma tragédia esperando ali na esquina – um encontro fatal depois do qual tudo o que realmente importa vai acontecer. Sua tragédia particular esperou até que ele estivesse preparado para perder tudo de uma vez: em uma noite espetacular, um motorista imprudente acabou com a perna de Ezra, com sua carreira no esporte e com sua vida social. Depois que perdeu o favoritismo ao posto de rei do baile, Ezra agora almoça na mesa dos losers, onde conhece Cassidy Thorpe. Cassidy é diferente de qualquer pessoa que Ezra tenha encontrado antes – melancólica e com uma inteligência mordaz. Juntos, Ezra e Cassidy descobrem flash mobs, tesouros enterrados e um poodle que talvez seja a reencarnação do Grande Gatsby. À medida que Ezra mergulha nos novos estudos, nas novas amizades e no novo amor, aprende que algumas pessoas, assim como os livros, são difíceis de interpretar. Agora, ele precisa considerar: se uma tragédia já o atingiu, o que poderá acontecer se houver mais infortúnios?

Não comprei ‘O começo de tudo’ no lançamento e pra falar a verdade nem tinha ouvido falar muito dele. Mas os booktubers gringos começaram a falar (sim, de novo) e me interessei pela história. É aquele típico livro sobre adolescentes, high school, bullying e por aí vai. Mas não fica só nesses dramas habituais que estamos acostumados: o protagonista Ezra sofre um acidente e sua vida muda completamente depois disso. A partir daí ele passa a questionar como a próxima tragédia vai afetar sua vida. É um livro fofo sobre descobertas, literatura, romance, amizades, superação e auto-conhecimento. Recomendo muito.

Mas eu não fiz nada disso — Cassydi insistiu — Ezra, essa garota que você está perseguindo não existe. Eu não sou uma aventura boemia que leva você a caça ao tesouro e lhe envia mensagens secretas. Sou esta confusão, triste, sozinha, que estuda muito e afasta as pessoas e se esconde numa casa assombrada. E você ainda continua querendo me dar créditos porque você finalmente decidiu que não se sentia contente espremido no corredor estreito das expectativas de todo mundo.

 
3. Os três

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Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele… Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.

 
Comprei esse livro por causa da lateral dele, as páginas são pintadas de preto! Depois descobri que fizeram isso para simular a caixa preta de um avião!

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‘Os três’ reúne relatórios, manchetes de jornais e revistas, entrevistas, emails e também a narração da jornalista (ghost writer) Elspeth Martins revelando, aos poucos, os acontecimentos seguintes à chamada Quinta feira Negra, onde 4 aviões caíram quase simultaneamente em partes diferentes do mundo, deixando apenas 3 sobreviventes. Uma quarta sobrevivente morre imediatamente depois de deixar uma mensagem enigmática gravada em seu celular. O livro possui muitos personagens que é quase difícil acompanhar e entender tudo o que acontece, mas ao mesmo temos o ponto de vista de diferentes pessoas ao redor do mundo. Devo dizer que fiquei com medo em algumas partes do livro, principalmente quando lia a noite, mas eu não conseguia parar de ler. O livro aborda temas como fanatismo religioso, homossexualidade, crenças e outros aspectos da natureza humana. E obviamente isso me chamou atenção. É uma crítica muito bem construída à algumas religiões e a maneira como tratam o desconhecido. Não recomendo para quem não gosta de finais ambíguos.

Nessa mesma linha, recomendo Caixa de pássaros e Vivian contra o apocalipse.

No fim, é o medo que impede as pessoas. O medo do desconhecido. Do que podemos encontrar no outro mundo.

 
4. Fênix, a ilha
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Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?

Vi o livro muitas vezes na livraria antes de decidir comprá-lo de fato, ficava com medo de não valer a pena, pois era um pouco fora da minha zona de conforto. No final deu super certo e olha onde o livro veio parar: na minha lista de favoritos! Fênix, a ilha descreve a rotina e os mistérios que cercam a ilha Fênix, um local onde não há celulares, internet e nenhuma outra tecnologia do tipo, para onde jovens delinquentes são enviados como última opção de reparação. Acompanhamos o protagonista Carl, desde que ele é mandado para a ilha e tudo o que acontece desde então. Aprendemos um pouco de seu passado também e o que o levou a ter o comportamento que começou toda a história. O livro é uma ficção cientifica muito bem escrita, o autor John DIxon é muito atencioso com os fãs e vez ou outra até arrisca um pouquinho de português no twitter. Não recomendo para quem tem o estomago fraco para algumas descrições um pouco pesadas. A continuação do livro saiu esse ano e já estou atrás da minha!
 

Recupere o fôlego. Isso mesmo. Primeiro o fôlego, depois a mente.

5. Delírio

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Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos.
Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas.
Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Descobri a série ‘Delírio’ acidentalmente: estava de férias, querendo uma série nova para assistir e vi alguém mencionando que o piloto dessa série tinha ficado horrível. Apesar disso me interessei pela história, vi o episódio e descobri que ela tinha sido cancelada. Então fui ler os livros e aí entendi o motivo de terem odiado o piloto: ele realmente não fez jus à trilogia e ainda resumiu todo o primeiro livro no primeiro capitulo. Agora, sobre o livro: acho-o, juntamente com o resto dos livros da série, subestimados. Para mim, o principal motivo para isso é o fato de terem o divulgado de forma errada: a sinopse do livro apresenta uma sociedade em que ao atingir certa idade, os jovens são imunizados contra o amor, pois de alguma forma ele foi revelado como uma doença fatal gravíssima que enlouquecia e matava as pessoas contaminadas. Na verdade, o livro trata sobre liberdade e como ela era considerada uma ameaça a essa sociedade fictícia. A evolução da protagonista é inspiradora e o leitor torce e sofre com ela em todos os momentos. Recomendo a leitura para todas as pessoas de diferentes idades e gostos.

Derrubem os muros. Afinal, essa é a questão. Não sabemos o que vai acontecer se derrubarmos os muros; não dá pra ver o outro lado, não dá pra saber se teremos liberdade ou ruína, resolução ou caos. Pode ser o paraíso ou pode ser a destruição. Derrubem os muros.

Esses foram meus livros favoritos de 2014, daqui a pouco a Lary e o Daniel vão postar os deles também.
Ficaram interessados em algum? Querem resenha?
Espero que tenham gostado!

Juliane Oliveira

Gosto de distopias memoráveis e contemporâneos que não sejam desnecessariamente tristes. Não sou muito fã de dias chuvosos ou frios. Apaixonada por séries, livros, filmes e pets no geral.

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