Top 5: favoritos de 2014 – Daniel

Vai ser bem fácil perceber que andei fazendo umas leituras de reparação, aquelas que você sempre quis ler mas não conseguia. Consegui colocar alguns em dia. Haha!

Foi difícil escolher, mas consegui fazer um Top 5.

Vai lá. Coloque nos comentários qual é o seu.

1. O Guia do Mochileiro das Galáxias

O Guia do Mochileiro das Galáxias – Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse. O livro conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar..

É tão bom quando você lê algo tão diferente, sincero e extremamente divertido. Uma crítica que se torna crônica e cumina em um romance tão maravilhoso que você se perde tentando entender de onde saiu tanta coisa da cabeça de um só homem. Douglas Noel Adams virou um dos meus autores favoritos. Seu humor inglês, às vezes estranho e complexo, é capaz de transcender a maluquice de suas ideias apresentadas nessa obra prima da literatura. Aprenda que a toalha é o item mais importante do universo e que em situações adversas é melhor não entrar em pânico.

No início, o universo foi criado. Isso irritou profundamente muitas pessoas e, no geral, foi encarado como uma péssima idéia.

Esse livro te leva a um nível de reflexão sobre o que estamos fazendo com o nosso planeta ao mesmo tempo em que ignora a seriedade de seu conteúdo, apresentando textos absurdos e ideias hilárias que irão te deixar com vontade de reler todo ano.

Um dos maiores problemas encontrados em viajar no tempo não é vir a se tornar acidentalmente seu próprio pai ou mãe. Não há nenhum problema em tornar-se seu próprio pai ou mãe com que uma família de mente aberta e bem ajustada não possa lidar. Também não há nenhum problema em relação a mudar o curso da história – o curso da história não muda porque todas as peças se juntam como num quebra-cabeça. Todas as mudanças importantes já ocorreram antes das coisas que deveriam mudar e tudo se resolve no final. O problema maior é simplesmente gramatical.

Recomendo fortemente a ler as suas continuações, com uma ressalva, leia longe dos golfinhos. 😉

2. Ensaio Sobre a Cegueira

Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma “treva branca” que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.
O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.

O gajo não se envergonha de escrever sem pontuação, longe disso, criou um novo estilo dessa maneira. O livro, já adaptado para o cinema, te deixa com aflição, ficar cego de uma hora para outra é desesperador, e ainda mais quando todas as outras pessoas também ficam cegas. Imagine como seria você nesse cenário. Pois é.

O verdadeiro ensaio sobre a cegueira, nada mais é do que o ato de se tornar cego diante das situações mais óbvias e contagiantes que existem.

Saramago te mostra um novo caminho de entender o ser humano, colocando um novo “olhar” baseado na cegueira, irônico e brutal, durante algum tempo eu fiquei com um pouco de receio de não acordar mais enxergando. Triste né!?. E é por isso que gostei tanto do livro, ele me atingiu.

Estou partindo para novas obras do autor, a próxima será “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Aposto que o velhinho não vai me decepcionar.

3. Deuses Americanos

O livro conta a história de Shadow, que ao sair da prisão é recrutado por um homem misterioso conhecido como Wednesday, sem nada a perder Shadow aceita o emprego e passa a acompanhar seu novo patrão. Com o decorrer dos fatos Shadow descobre que Wednesday é simplesmente Odin, o maior dos deuses, uma referência que fica clara já no início do livro, pois Quarta-feira é o dia de Odin, e que está sendo usado em uma guerra que Odin planeja começar contra os novos deuses, que tomaram conta das Estados Unidos após os deuses antigos terem sido abandonados por seus fiéis, esses novos deuses são conhecidos como Internet, telefone celular, cartão de crédito entre outros.

Aaaaaah que delíciaaa… Mais uma crítica a nossa sociedade. Bom, já viram que tenho um padrão, amo críticas, reflexões. É um tipo de literatura que precisamos sempre estar lendo, pois aguça os nossos sentidos para as coisas que estão ao nosso redor. Neil Gaiman, sem dúvidas, é o cara que mais me agrada no mundo literário, levanta os olhos da sociedade e ainda diverte de maneira inigualável, o maior expoente da cultura da “good art”.

Recomendo mais obras dele como “Belas Maldições”, “Coisas Frágeis” e “O Oceano no Fim do Caminho”.

4. Os Pilares da Terra

É contada a trajetória de “Tom”, humilde construtor, que sonha construir uma Catedral Gótica digna de tocar os céus. O objetivo central da obra é descrever o maquinário político e social de uma sociedade medieval marcada pelo domínio, ou melhor, disputa de poder entre coroa, igreja e dentro das mesmas. Aí está a maestria do autor, com uma narrativa fluida e um cartel de heróis, algozes e romances entrelaçados mais do que envolventes, faz da construção da Catedral seu principal “personagem”. O construção ou não desses Pilares da Terra é o motivo principal do jogo de poder, que resultam em traições, corrupção, derramamento de sangue e tantos outros “vai e vem” dessa deliciosa narrativa. Quem está por trás disso tudo? desde membros do clero até homens ligados ao rei, passando por condes, camponeses, pedreiros, comerciantes, dentre muitos outros. Ainda de “pano de fundo” a crise da sucessão real.

Ganhei o livro (volume único) de amigo secreto de uma amiga da empresa onde trabalho que queria me dar a saga de Percy Jackson. Haha! Ainda bem que com algumas perguntas ela percebeu o meu asco pelo filho de Poseidon. Em outra oportunidade volto pra me explicar melhor.

Li em um mês, esquisito e fácil de ler. Gostei da trama, bem montada. Não sou muito fã de histórias medievais, mas com Bernard Cornwell e Ken Follett na parada não tem como ignorar.

Um calhamaço bem desenvolvido e de bom gosto. Period.

Leia um trecho dessa bagaça medieval aqui

5. Seis Anos Depois

Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram no verão. Eles estavam em retiros diferentes, porém próximos um do outro. O dele era para escritores; o dela, para artistas. Eles se apaixonaram e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas. E foi por isso que Jake não entendeu quando Natalie decidiu romper com ele e se casar com Todd, um ex-namorado. No dia do casamento, ela pediu a Jake que os deixasse em paz e nunca mais voltasse a procurá-la. Jake tentou esconder seu coração partido dedicando-se integralmente à carreira de professor universitário e assim manteve sua promessa… durante seis anos. Ao ver o obituário de Todd, Jake não resiste e resolve se reaproximar de Natalie. No enterro, em vez de sua amada, encontra uma viúva diferente e logo descobre que o casamento de Natalie e Todd não passou de uma farsa. Agora ele está decidido a ir atrás dela, esteja onde estiver, mas não imagina os perigos que envolvem procurar uma pessoa que não quer ser encontrada.

Haha! Agora vem meu guilty pleasure. Imagine Hugh Jackman(sim, o carcajú) como professor de universidade, foi assim que passei o livro inteiro imaginando Jake Fisher. Um livro pra quem quer se distrair.

Harlan Coben está em bastante evidência por causa de seus livros cinematográficos, bastante fáceis de adaptar e com uma boa história de ação e suspense. Importante lembrar que esse livro não foi feito para ser denso ou clássico, mas, de tempos em tempos esses livros me ajudam a desintoxicar da densidade dessa vida chata que é a minha (desabafo haha).

 

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