O que Supergirl nos ensina sobre #GirlPower

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Inicialmente, esse era um post sobre Jessica Jones, mas sinto que eu perdi o timing né? Haha. Acabei vindo fazer um post sobre Supergirl mesmo tendo odiado o piloto. Se você, como eu, só assistiu o primeiro episódio da série e achou ela bem fraca e previsível: você não está sozinho nessa. PORÉM dentre tantas mulheres excepcionais nos últimos tempos, tanto no cinema quanto na tv, eu escolhi falar da Supergirl e é porque a gente deixou muita coisa passar desapercebida sobre esse seriado e as maravilhas que ele tem ensinado para as garotas (e para os garotos também!). Vem ver:

Meu problema com a série começou por causa do piloto ser recheado de clichês e estereótipos femininos equivocados. Não sei se vocês já assistiram uma paródia que a Scarlet Johansson fez o Saturday Night Live, mostrando o trailer de como seria se fizessem um filme exclusivo para a Viúva Negra (dá pra ver aqui). E o que tinha no piloto de Supergirl? Todos esses elementos que foram zoados no trailer! Eu só conseguia pensar: “isso é uma piada de muito mal gosto, tem que ser”. Na verdade, meu problema com a série começou comigo mesma, com o preconceito que tive com um único episódio e com minha falta de informação. Será que pode ter acontecido isso com você também?

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Esse é um dos clichês que mencionei

    A história do seriado

“Aos doze anos de idade, a jovem Kara Zor-El foi escolhida para ser enviada à Terra por causa da destruição de seu planeta natal, Krypton, para protejer o seu primo Kal-El. Uma vez na Terra, Kara foi acolhida por uma família adotiva, os Danvers, que a ensinaram a esconder e ter cuidado com seus poderes extraordinários. Devido a um desastre inesperado, alguns anos depois, ela é forçada a usar seus poderes incríveis em público. Energizada por seu ato heroico, pela primeira vez em sua vida, Kara começa a abraçar suas habilidades extraordinárias. Ela começa a ajudar as pessoas de sua cidade e até recebe um apelido: Supergirl.”

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Kara, como Supergirl

Kara trabalha na Cat Co., um conglomerado midiático da Cat Grant, sua chefe (do estilo ‘O diabo veste Prada), uma mulher forte, batalhadora e firme, que lutou muito para conquistar seu espaço no mercado e no meio do caminho teve que abdicar de algumas coisas e pessoas, como seu filho Adam. Kara tem um apartamento, onde mora sozinha, mas está sempre acompanhada de seus amigos do trabalho, como Winn, James ou de sua irmã adotiva.

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Kara e sua irmã adotiva, Alex Danvers

    Discussão

Supergirl não é, inicialmente, um seriado para pessoas da minha idade: o público de interesse da série é composto por crianças e adolescentes. Então não vamos encontrar muita violência, palavrões ou linguagem inapropriada e um conteúdo muito adulto. Os diálogos são simples e os personagens são quase caricatos. Por não ser um conteúdo destinado pro mesmo público de Jessica Jones, por exemplo, é extremamente fácil não se identificar e não gostar. Mesmo se tratando de um programa mais infantil, depois de se acostumar com suas particularidades, ele se torna muito divertido e profundo.

O seriado mostra que as coisas mais importantes são amizade, família e valores morais. E principalmente, que somos sempre mais fortes quando lutamos juntos (stronger together). Uma coisa importante que achei enquanto pesquisava para escrever esse post foi esse artigo do io9, sobre como Supergirl inova ao mostrar quantas pessoas Kara salvou, diferentemente de Homem de aço que evidencia quantas vidas o herói falhou em salvar. Fui ler os comentários para saber o que o pessoal estava achando da série e novamente vi um monte de gente falando mal, por todos os motivos que eu já listei. Até que achei um comentário em especial que me derreteu:

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“Vi minha filha repetindo junto com a voz de abertura de Kara dizendo “Eu sou Supergirl!”. Ela tem 10 anos. Então, sim, esse seriado funciona para mim em muitos níveis.”
“ISSO… Só esse motivo em particular já justifica o fato de Supergirl ser renovada. Obrigado.”

Descobri o instagram da atriz que interpreta a Supergirl, Melissa Benoist e vi uma foto que me fez pensar “por que não fizeram essa série quando eu era criança? Eu tinha programas como Pequenopólis. PE-QUE-NO-PÓ-LIS! Eu queria me identificar numa atriz e não em um cara”. Bom saber que agora todo mundo pode se espelhar no herói que quiser; pois começa a haver mais representatividade para as mulheres, não só com Supergirl; seja a filhinha de 10 anos daquele pai, seja eu ou sejam os garotos também, se eles quiserem.

The Super Girl Scouts of Oklahoma dropped by National City today… #girlscouts

Uma foto publicada por Melissa Benoist (@melissabenoist) em

    Como assim “os garotos?”

Achei um post muito bom que fala sobra a importância das protagonistas femininas para os garotos e eu não poderia concordar mais: vivemos em um mundo onde protagonistas femininas são cada vez mais comuns: Katniss Everdeen (Jogos Vorazes), Rey (Star Wars), Tris (Divergente) e Furiosa (Mad Max) são só alguns exemplos. Infelizmente, para os garotos, sempre foi complicado se identificar com uma protagonista feminina, principalmente por pressão familiar e de colegas: gostar de um material “para meninas” era motivo para zoação ou repressão. Além do que as figuras femininas que viam eram geralmente uma ajudante ou o par romântico do personagem principal. E é isso que é tão legal sobre Rey, Katniss e Supergirl: é impossível ignorá-las. Pela primeira vez, os garotos estão sendo convidados a se identificarem com as protagonistas femininas da maneira que as meninas vêm há muito tempo sendo pedidas para se identificar com os protagonistas masculinos. Afinal, eu posso ter amado e me identificado com a Hermione, mas eu passei mais de 3.000 páginas dentro da cabeça do Harry.

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Como não amar uma pessoa que adora cachorrinhos?

    As relações femininas:

Tanto em Supergirl quanto em Jessica Jones, conseguimos ver as relações femininas representadas de uma maneira muito saudável. Tanto Kara quanto Jessica, são adotadas e mesmo suas irmãs, Alex e Trish, respectivamente, terem deixado de serem filhas únicas com a chegada das garotas, não há rivalidade entre elas, pelo contrário: nos dois seriados elas se tornam melhores amigas. Acho que os rapazes da Marvel (Guerra Civil) e DC (Batman vs Superman) poderiam aprender alguma coisa aí. Mas, fora da tv, não existe rivalidade entre as atrizes também não, elas demonstram muito carinho e apoio uma pela outra, vem ver:

A resposta da Melissa quando viu a foto:

Assista Supergirl todas as quartas, às 22:30h na Warner!!

Juliane Oliveira

Gosto de distopias memoráveis e contemporâneos que não sejam desnecessariamente tristes. Não sou muito fã de dias chuvosos ou frios. Apaixonada por séries, livros, filmes e pets no geral.

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23 Discussion to this post

  1. kamii disse:

    Post geniaaaaal ju! A gente esquece que as coisas tem públicos alvos diferentes, Jessica Jones é incrível mas é uma série adulta, pesada, e as crianças precisam de heroínas para se identificar, quero muito ver o dia em que meninos gostem das personagens femininas tanto quanto nós gostamos dos masculinos!
    Super me inspirou a escrever meu post da liga logo <3

    • Juliane disse:

      Oi oi Kamii!
      A gente esquece mesmo né? Também espero muito que mais meninos gostem das personagens femininas!
      Vi que você liberou seu post, já vou ver!
      Beijos!

  2. Eu nunca assisti um episódio completo, hehe, mas minha filha assiste e gosta, não é assim uma graaande fã, mas gosta. A Sofia tem 10 anos e é bem o que você comentou, a linguagem é bem próxima para a idade dela ou para os jovens, isto é um ponto positivo, o fato de ter como base os valores sobre amizade, família também é uma coisa que me agrada. Acredito que ele cumpre o que veio a se destinar, não é uma série para os mais exigentes, hehe.

    Beijo, Van – Retrô Books

    • Juliane disse:

      Oi Vanessa! Que bom saber que sua filha assiste a série e gosta!
      Pode não ser a melhor série do mundo ou ser super profunda, mas já considero um pontapé inicial!
      Beijos!

  3. Tamires disse:

    Tive as mesmas impressões que você quando assisti ao piloto: achei a série fraca e “sem sal”… Mas depois fui refletindo e vi que era ótimo ter uma série assim, voltada para o público infantil e infantojuvenil! As crianças de hoje vão ter a oportunidade que nós não tivemos, lá nos anos 90, de se identificarem com uma personagem feminina, isso é muito Girl Power!!! <3

    • Juliane disse:

      Oi Tamires! Esse piloto foi bem fraco e faz a gente não dar nada pela série né?
      Ainda bem que foi só no começo e agora as crianças vão ter essa oportunidade que a gente não teve!
      Beijos!

  4. Oieee! Antes da estreia de supergirl eu acompanhei as chamadas e sempre pensava que iria ser fraquinho e cheio desse clichés que vc comentou, porém se a gente vir como um seriado dedicado ao público infantil/adolescente e a questão do protagonismo feminino, realmente é bem bacana!

    • Juliane disse:

      Oi Diana!
      Essa série super engana né? Com todo mundo que comentei, a maioria disse que realmente não dava nada pela série mas que depois mudou de idéia.
      Ainda bem que existem as segundas chances!
      Beijos!

  5. Clayci disse:

    Eu ainda não assisti a série, mas já espera os clichês.
    E agora vou ler esse post que você indicou *_*

    Lembro que na época meu irmão adorava a mulher maravilha, e os amigos dele o zoavam constantemente por causa do gosto. Qual foi a primeira heroína que ele apresentou para a minha sobrinha? SIMMMMM

    • Juliane disse:

      Oiie Clayci!
      Que fofa essa história do seu irmão!
      Imagino a filhinha dele toda de pijaminha da mulher maravilha haha
      Beijos!

  6. Ju Zanotti disse:

    Oi Juliane, fiquei meio confusa, vc fez uma defesa bem legal do seriado e os pontos que valem apena, mas pelo que entendi você só viu o primeiro episódio? Bom, de qualquer forma concordo com você com relação a dar espaço para protagonistas femininas que não sejam a sombra de um homem ou super herói qualquer, pois isso estimula as pessoas a absorverem e se espelharem vendo que as coisas tem mudado nos últimos anos. Bom, creio que eu tbm não iria gostar muito da série por esse teor adolescente, mas de qualquer forma adorei a postagem!

    • Juliane disse:

      Oi oi Ju! Não não, acho que me expressei errado, eu não gostei do seriado depois de ver só o primeiro episódio. Mas depois dei mais uma chance e vi o restante dos episódios, aí sim que comecei a gostar da série! Desculpa se ficou confuso, vou dar uma revisada nesse texto! Obrigada pelo toque 🙂

  7. Beatriz disse:

    Não assisto Supergirl (mais por uma questão de falta de tempo do que desinteresse), mas acho ótimo que estejam surgindo essas séries com super heroínas – e cada vez mais histórias com protagonistas femininas. Na minha época isso não existia, infelizmente, e aí fico pensando que antes, enquanto pros meninos existiam várias opções as meninas tinham que se contentar com uma única personagem (e olhe lá).
    Também gosto bastante dessas séries estarem mostrando uma relação positiva entre mulheres, e achei muito fofo ver as atrizes se apoiando!

    Beijos!

    • Juliane disse:

      Oi Bia, tudo jóia?
      É ótimo ver uma maior representatividade feminina tanto no cinema quanto na tv e é maravilhoso saber que essas mulheres estão se apoiando ao invés de tentar derrubar uma à outra!
      Beijos!

  8. Oi, Juliane!
    Apesar de eu ainda ter chegado a assistir bastante desenhos de super-heróis quando criança, como Os Jovens Titãs e X-Men, o foco maior era sempre nos protagonistas masculinos e fazia falta mesmo um enfoque numa representação feminina. Atualmente não sou muito chegada à séries, a única que ainda acompanho um pouco é Heartland, ainda nas temporadas mais antigas por causa do Netflix, rs, mas se surgir uma oportunidade melhor de tempo, quem sabe não confira Supergirl também? Muito legal evocar esse tipo de discussão entre a série com o post, parabéns por ele!
    Beijos!

    • Juliane disse:

      Oi Sâmella, tudo jóia?
      Eu também assistia muitos desenhos animados quando criança e fora alguns como Sakura ou Sailor Moon, realmente havia uma grande defasagem de protagonistas femininas.
      É realmente importante para mim que meus leitores tenham esse tipo de senso crítico e consigam avaliar melhor o conteúdo que consomem.
      Dê uma chance para Supergirl mesmo, acho que você não vai se arrepender!
      Beijos!

  9. Ju, que post incrível você escreveu. Parabéns! Eu confesso que quando vi o trailer do seriado pensei “que coisa idiota, pq criaram isso?”, e olha que eu sou a pessoa que mais vê coisas idiotas e bobinhas, mas esse não tinha me atravessado mesmo. Aí lendo seu post e vendo quantas mensagens bacanas ele passa… Simplesmente vi com outros olhos a série e fico muito alegre de ver criancinhas adorando o seriado e se achando super heroínas também. ♥ Vou dar uma chance a série!
    beijos

    • Juliane disse:

      Oi Andressa! Tudo jóia? O que mais me deixou feliz com o seriado e as coisas que eu descobri sobre a atriz é todo esse amor e carinho que ela tem com as menininhas mais novas e fãs da série! Ela parece ser um amorzinho! <3
      Dê mesmo uma chance à série!
      Beijos!

  10. Ana disse:

    Oi Juliane!

    Eu, como fã de super heróis, sei mesmo que fez uma falta enorme, na minha infância, uma representação feminina. Tanto que eu me identifico com o Batman até hoje. kkkkkk
    Muito bom o seu post, viu. Muita gente critica muita série por aí mas esquece mesmo desse “pequeno” detalhe: o público alvo delas. Também né, não vão agradar todo mundo de qualquer forma. Nunca vi nenhum episódio da série e, sinceramente, não verei (falta de tempo aliada a falta de interesse mesmo), mas é bom saber que as menininhas agora tem uma super heroína feminina em quem se espelhar!

    Beijo!

    • Juliane disse:

      Oi Ana! Quem não se identifica com o Batman? <3 #somosTodosBátima
      É um grande passo criar um conteúdo direcionado para as crianças e que permita que essas garotinhas tenham em quem se espelhar! Fico muito feliz saber que estamos no rumo certo!
      Se tiver a oportunidade, assista à série!
      Beijos!

  11. Karla Samira disse:

    Olá, Juliane!
    Ainda não conhecia a série e logo me interessei quando disse que não tem muita violência nem palavrões, bem como quando nos conta que fala sobre valores morais e família!
    Vou indicar para minhas sobrinhas crianças e adolescentes, que já acompanham outras séries do tipo e gostam muito.
    Valeu a dica!
    Beijos!

    • Juliane disse:

      Oi oi Karla!
      Indica pra suas sobrinhas mesmo, acho que elas vão adorar! Fora que adultos também podem gostar!
      Quem sabe você não descobre um novo vício? hehe
      Beijos!

  12. Dayse disse:

    Eu gosto muito de Supergirl. Eu acho uma série divertida com uma atriz que desempenha bem seu personagem. Já vimos Kara ser várias personagens em uma, como afetada por Kryptonita Vermelha ou outras situações. Além dela, tem outros personagens maravilhosos como a Alex e a Cat Grant. Pra mim, o Piloto foi ruim e eu pensei que não voltaria a ver a série. Mas o episódio 1×02 já foi muito bom, me trazendo de volta pro universo Supergirl. Amei e sou uma das maiores fãs da série Supergirl, espero demais que a série tenha a segunda temporada.

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