A guardiã de histórias, Victoria Schuwab

a guardiã de histórias, the archived, Vitoria Schwab, Guardião, Bibliotecário, Equipe, Exterior, Arquivo, Estreitos, Grupo Editorial Record, Betrand Brasil

Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras. Essa é a premissa de A Guardiã de histórias, porém as Histórias têm acordado e se desgarrado, com mais frequência do que o normal. O trabalho de um guardião é devolver as Histórias para o lugar a que pertencem e é isso que Mackienze Bishop vai fazer, enquanto tenta descobrir o que está fazendo tantas Histórias despertarem. Vem saber mais sobre esse livro:

O universo criado por Victoria Schwab em A guardiã de histórias é dividido em três espaços definidos: o Arquivo, os Estreitos e o Exterior. O Exterior é o mundo real, onde todos os personagens vivos estão, e pode ser comparado ao nosso mundo real. O Arquivo é como uma extensa biblioteca, onde as pessoas que já morreram, as chamadas Histórias, ficam dispostas em gavetas, dormindo. Quando alguma história desperta, por algum motivo, ela fica confusa, sem entender onde está e o porquê e acaba indo parar nos Estreitos. Mackenzie Bishop é uma guardiã, isso significa que ela é responsável por levar histórias desgarradas de volta para o Arquivo.

Quando há muito barulho, muita atividade, as Histórias começam a se agitar. Quanto mais ruído, mais atividade, então mais Histórias, até mesmo as de sono mais profundo, desprtam.

Anthony Bishop, avô de Mac, era também uma guardião e treinou a garota desde pequena para assumir seu posto, o que ela fez antes de ter a idade mínima necessária. Para passar do Exterior para os Estreitos e caçar as Histórias, Mac usa a sua chave de guardiã, através de uma porta, que somente é visível para ela ou um outro guardião. Ela e sua família acabaram de se mudar para outra cidade, em busca de um novo começo. O irmão de Mac, Benjamin, morreu atropelado há quase um ano, e desde então toda a família tenta encontrar forças para seguir com a vida. A mãe se envolve em vários projetos para ocupar o tempo e a mente enquanto reprime e evita falar qualquer coisa relacionada a Ben ou a sua morte. Mas, assim como Mackenzie, seu pai não consegue superar a morte do filho de forma tão fácil, e ao contrário da mãe que transborda energia, ele cada vez mais parece ter a sua drenada de si.

Mas, depois de um ano levando a vida na ponta dos pés, tentando não disparar lembranças como minas terrestres, meus pais resolveram desistir, mas chamam de mudança. Chamam de um novo começo. Dizem que é exatamente o que a família precisa. Eu chamo isso de fugir.

a guardiã de histórias, the archived, Vitoria Schwab, Guardião, Bibliotecário, Equipe, Exterior, Arquivo, Estreitos, Grupo Editorial Record, Betrand Brasil

E é por isso que a família se muda de cidade e acaba indo morar em um hotel reformado, o Coronado, que se transformou em um condomínio residencial. Lá a mãe de Mac vai assumir e reformar o antigo café, localizado no terceiro andar, como um de seus novos projetos. Enquanto isso, Mac começa a caçar Histórias, que têm despertado com muita frequência. Ela conhece então, Wesley, um garoto exótico que sempre está rondando o hotel e aparecendo nas horas mais inoportunas. Eventualmente Mac descobre que Wes também é um guardião e que tem ajudado a garota a limpar seu Estreito. E finalmente se sente bem por ter alguém com quem conversar sobre as Histórias, o Arquivo e sua vida secreta, pois é proibido a um guardião compartilhar qualquer coisa sobre seu cargo e atividades com as pessoas comuns.

– Quando a gente mente para todo mundo sobre tudo, o que sobra? O que é verdadeiro?
– Nada – respondo.
– Exatamente.

Os guardiões podem ainda ler os locais e as pessoas, basta tocá-los. Ao tocar em um objeto ou lugar que tenha tido significado e importância para alguém, a guardiã consegue regressar no tempo e presenciar os acontecimentos referentes a eles. E é em uma dessas regressões em seu quarto que Mac presencia uma morte que a deixa chocada. A garota vai então tentar descobrir o que aconteceu naquele hotel e quem é o assassino responsável pela morte horrível que deixou marcas em seu quarto, enquanto tenta retornar cada vez mais histórias para o Arquivo e decidir em quem realmente pode confiar.

    Minha opinião

Eu estava curiosíssima para ler outros dois livros da autora: Vicious e A darker shade of Magic e não me liguei que ela tinha outra série até receber a lista de parceria do Grupo Editorial Record do mês passado. Decidi que seria uma ótima oportunidade para conhecer a escrita da autora. E foi, com certeza, uma escolha certeira. Vendo resenhas de outros colegas, me deparei com pessoas que acharam a história fraca ou algumas partes/personagens desnecessários ou mal construídos. Eu discordo totalmente: depois de terminar o livro e pensar um pouco sobre todos os acontecimentos e o universo do livro; que por sinal, foram muito bem construídos e arquitetados; tenho plena consciência de que tudo que a autora criou e desenvolveu foi extremamente necessário e aconteceu na hora certa.

a guardiã de histórias, the archived, Vitoria Schwab, Guardião, Bibliotecário, Equipe, Exterior, Arquivo, Estreitos, Grupo Editorial Record, Betrand Brasil

Foto: lillabard

Que confusão. Verdades são confusas, mentiras são confusas, e, não importa o que Da disse, é impossível cortar uma pessoa em pedaços de torta, exatos e organizados.

O livro tem alguns plot twists que, obviamente, não consegui perceber até que fosse tarde demais, porém percebo que ela deixou algumas pistas sutis pelo caminho. Talvez as pessoas mais desconfiadas tenham começado a desvendar os mistérios mais cedo no livro. Mas, quanto a isso, tenho que parabenizar a autora por ter criado uma história inovadora e nada clichê. As personagens foram bem construídos e apresentam uma complexidade notável e isso me fez apegar muito a elas, principalmente ao avô de Mac e ao Wes.

Tento imaginá-lo apoiado numa gárgula, a cabeça encostada numa boca de pedra. E consigo vê-lo nesse lugar.

Uma coisa me deixou intrigada, embora também curiosa: o final do livro fechou quase todas as pontas da história e praticamente tudo ficou bem explicado. Então minha dúvida é: o que vai ser abordado no próximo livro da série? Mas com certeza vou querer ler os próximos livros para descobrir! Recomendo a leitura para curte uma boa distopia e está em busca de uma história diferente do que temos atualmente no mercado. E também para quem, assim como eu, estava curiosa com a escrita da autora e gostaria de conhecer mais sobre suas obras.

– Ah, você vai. Vai estragar tudo, vai cometer erros, vai quebrar coisas. Algumas, vai conseguir consertar, e outras serão perdidas. Isso tudo é um fato. Mas só há uma coisa que você pode fazer por mim.
– O que é?
– Continuar viva por tempo bastante para estragar tudo de novo.

a guardiã de histórias, the archived, Vitoria Schwab, Guardião, Bibliotecário, Equipe, Exterior, Arquivo, Estreitos, Grupo Editorial Record, Betrand Brasil
 
 
A guardiã de histórias (The Archived)
Victoria Schwab
Bertrand Brasil
315 páginas
Lançamento: 2016
Comprar (Amazon – R$ 25,79)
 
 
 
 

AWTR ASSINATURA PARA BLOG5

Juliane Oliveira

Gosto de distopias memoráveis e contemporâneos que não sejam desnecessariamente tristes. Não sou muito fã de dias chuvosos ou frios. Apaixonada por séries, livros, filmes e pets no geral.

Related Posts

3 Discussion to this post

  1. Juuu, acabei de voltar do Mochilão da Record e fiquei super feliz que esse livro estava dentro da minha sacolinha, haha! Assim que eu terminar o Além-mundos vou começar esse. Estou curiosíssima para ler! Também vi gente falando que achou alguns acontecimentos desnecessários e tal, e fiquei feliz em saber que a história te agradou do início ao fim. Assim que eu ler também vou dar meu pitaco, haha! Beijos 🙂

  2. Clayci disse:

    Aiii Ju, como estou curiosa por este livro.
    As resenhas que estou encontrando, são tão positivas que vou parar de adiar a leitura.
    Achei interessante a sinopse *_*

  3. Li esse livro mês passado e estou aqui para opinarrrrrrr hahahaha!

    [SPOILER ALERT!!!!]

    Infelizmente eu tô no time que desgostou mais do livro do que gostou. Eu adorei a mitologia proposta pela Victoria Schwab, mas achei a exploração um pouco fraca e com várias pontas soltas. Os bibliotecários ora eram retratados como autoridades absolutas, e ora deixavam coisas bobíssimas passarem. O Owen nunca me enganou e eu me impressionei em como a Mack foi ingênua. Aliás isso foi outra coisa: ela foi treinada pra ser super badass, mas fazia cada cagada AHAHA. Apesar disso, curti que mesmo com a presença de dois caras que despertaram interesse nela, não ouve balela de dúvida, triângulo amoroso, etc. ADMITO QUE achei que o vilão no final das contas era o Roland, e fiquei feliz de estar enganada.

    Mesmo assim, continuarei acompanhando as continuações, porque mesmo não tendo amado eu me diverti bastante 🙂 Acho que tem bastante coisa para ser explorada: o lance da Equipe e aquela mulher no final que estava acima da coisa toda e parecia muito suspeita. Teremos outro “vilão” e acho isso bem estimulante, porque começaremos o segundo livro sem ideia do que pode acontecer. Falando assim, até fiquei ansiosa agora, hahahaha!

    Beeeeijos, Ju <3

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *