Sadie contra os zumbis, Madeleine Roux

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Passados alguns meses da Epidemia, Sadie Walker é uma das sobreviventes do grande apocalipse zumbi. Manter-se vida em Seattle, cuidar de seu sobrinho Shane e escapar de zumbis violentos são as metas dessa heroína. Quando tudo parece difícil, um novo ataque zumbi atinge a cidade e as coisas ficam ainda piores. Inspirada pelo blog de Allison, Sadie consegue salvar seu sobrinho de um sequestro e a única chance de escapar de Seattle é fugindo para ilhas San Juan. A ilha parecia ser um lugar seguro, mas estava cheia de zumbis com um apetite insaciável. Vem saber mais sobre Sadie contra os zumbis:

Sadie vive na antiga cidade de Seattle, agora chamada Cidadela. A cidade é murada, o que garantiu que após a Epidemia inicial, uma parte da civilização tivesse sido restabelecida dentro dos muros, mesmo que precariamente. Lá ela mora com Shane, seu sobrinho de 8 anos e Carl, seu namorado. Na cidadela as pessoas contribuem da forma que podem e assim recebem mantimentos e outros recursos para sobreviver. Sadie estava tomando conta de seu sobrinho quando a Epidemia começou e ela nunca mais viu os pais do menino desde então.

– De onde você vem? – perguntei? Essa era uma pergunta comum. As pessoas tinham se mudado tanto durante a epidemia que éramos todos transplantes, órfãos.

As ameaças não estão somente do lado de fora: na cidadela havia um grupo de pessoas que decidiu que, depois de tantas mortes e perdas, deveriam repopular o mundo, os chamados repovs, que passaram a se procriar e gerar uma pequena anarquia entre os outros habitantes do local. Eles foram marginalizados e a presença deles passou a ser proibida dentro da Cidadela. A vida seguia, na medida do possível, tranquila, até que os repovs invadiram a cidade, trazendo uma multidão faminta de zumbis e o caos foi novamente instaurado.

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Nossas defesas eram sempre suficientes, até deixarem de ser.

Então, juntamente com sua amiga, Andrea, uma traficante de drogas, Sadie e Shane, seguem fugindo com o plano de encontrar o tio de Andrea, Arturo, que era dono de um barco e poderia tirá-los dali, já que todas as outras saídas da cidade estavam comprometidas. Lá descobrem que terão que dividir o barco com um adolescente, um crítico de arte e uma enfermeira com roupas ensanguentadas que não parava de chorar. Assim, essa turma embarca com um destino desconhecido, lutando pela sobrevivência.

Afinal, quem éramos nós? Uma traficante, uma ilustradora, um crítica de arte, uma criança, uma enfermeira e um adolescente? Parecia o começo de uma piada ruim, não um time brilhante de sobrevivência. Eu sabia uma ou duas coisas sobre a mata, mas não acreditava que esse conhecimento era vasto o bastante para nos fazer seguir em frente.

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O grupo segue navegando, lutando contra os enjoos marítimos e o desconhecido quando são atingidos por uma tempestade e acabam atracando na ilha de San Juan, onde precisarão montar abrigo, forjar armas e caçar o próprio alimento. Para o bem ou para o mal, a turma descobre que não está sozinha na ilha e que vão precisar aliar forças se quiserem sair dali com vida.

    Minha opinião

Comprei este livro na Bienal pois estava muito ansiosa por ele. Desde que descobri que haveria uma “continuação” para a Zumbisaga da Madeleine Roux fiquei com vontade de ler. Se você ainda não leu minha resenha sobre o primeiro livro da série, veja aqui. As capas da série são diferentes das originais e foram baseadas nos antigos filmes B de terror e ficção científica das décadas de 70 e 80, principalmente os filmes “Contos da Cripta” e “Creepshow”. A história é narrada em primeira pessoa pela própria Sadie e ela é uma das personagens mais engraçadas que já conheci.

Por isso, quando, na manhã seguinte, acordei com um grito, não fiquei apenas surpresa, mas profundamente desapontada. Estávamos tão perto de… alguma coisa. Alguma coisa que fizesse com que o medo de fugir de Seattle e os perigos do barco parecessem ter valido a pena.

A ambientação foi um pouco lenta e demorei a ver alguma ação, diferentemente do primeiro livro. A autora focou muito em apresentar a protagonista e sua vida no apocalipse zumbi logo de cara, ao invés de diluir isso no livro. A trama é mais simples que a do primeiro livro e também tem menos ação. Algumas pistas não foram bem exploradas, então todo o mistério em torno da ilha foi uma revelação e tanto. Além disso, para mim, algumas explicações sobre o desfecho não foram convincentes.

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Algo estava nos caçando. Algo pior que zumbis.

Dentro do universo de apocalipse zumbi, Sadie contra os zumbis é um bom livro, embora não o melhor que eu tenha lido até hoje. Em alguns momentos a autora testou nossa confiança e nos fez desconfiar de todo mundo na ilha, pontos para ela nesse sentido. Ainda fico com o primeiro livro da saga, mas se você procura uma boa história sobre zumbis, com momentos tensos e reviravoltas, este é o seu livro!

Nós nos movemos em círculos. Sucesso, felicidade, amor – nos movemos na direção dessas coisas, chegamos perto delas, às vezes até as tocamos, mas algo sempre nos afasta. Pode ser uma pulsão estranha essa de nos sentirmos, sei lá, privado. Se temos o que queremos, de repente já não é mais o ápice – se podemos segurar aquilo, sentir aquilo, deixa de ser incrível. De repente, o intangível é tangível, e a magia se esvai com ele e voltamos a nos mover naquele círculo, atrás da próxima pessoa incrível, do próximo trabalho ou que quer que seja que esteja destinado a ser nosso e, depois, inevitavelmente, passa a ser insuficiente.
Nós matamos as coisas boas. Fazemos isso o tempo todo.

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Sadie contra os zumbis (Sadie Walker is stranded)
Madeleine Roux
V&R Editoras
319 páginas
Lançamento: 2016
Comprar (Amazon – R$ 36,32)
 
 
 
 

Juliane Oliveira

Gosto de distopias memoráveis e contemporâneos que não sejam desnecessariamente tristes. Não sou muito fã de dias chuvosos ou frios. Apaixonada por séries, livros, filmes e pets no geral.

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4 Discussion to this post

  1. Como eu nunca soube dessa série? Gente, eu tenho apreciado muito histórias de zumbis ultimamente, graças a grande influencia do meu namorado (até começamos a escrever a nossa própria, se quer saber), e essa parece ser muito boa. Inicialmente achei que era um livro “solo”, mas percebi que era continuação. Seus comentários sobre o enredo, principalmente sobre a cidadela, me deixaram muito curiosa. Vou procurar saber mais e quem sabe eu não adicione na minha wishlist?
    Um abraço!

    http://paragrafosetravessoes.blogspot.com.br/

    • Juliane disse:

      Oi Eduarda, eu amo livros sobre zumbis! Sou viciada!
      Dê mesmo uma chance pra série, mas eu particularmente gosto mais do primeiro livro, quero saber depois o que você achou!
      Abraços!

  2. Luciana Campos disse:

    Primeiramente, que funko LINDO! Adoro TWD e Daryl é um dos meus personagens favoritos. Achei ele um pouco caro, por isso acho que as chances de eu um dia lê-lo são mínimas, mas até que simpatizei com a história. Mas cá entre nós, você já assiu Fear The Walking Dead? Se sim, acho que você também pensou o mesmo que eu… Se não, bem, não vou dar spoiler! hahaha

    • Juliane disse:

      Oi Lu! O Daryl também é um dos meus personagens favoritos!
      Eu acho ele super caro, mas como ganhei de presente nem reclamo haha
      Assisto Fear sim, e tenho um misto de emoções em relação aos personagens, quero ver como pretendem terminar essa temporada. Mas entendi sim o que você quis dizer hehe
      Beijos!

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