Garotas de vestido branco, Jennifer Close

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Isabella, Mary e Lauren sentem que todos os seus amigos estão se casando. Domingo após domingo, chá de panela após chá de panela, elas admiram presentes, recolhem fitas e papéis de embrulho e comem sanduíches e cupcakes enquanto usam vestidos em tons suaves e bebem champanhe. Mas, em meio a tanta comemoração, essas mulheres têm a própria vida para enfrentar. Vem saber mais sobre Garotas de vestido branco:

Isabella tem um emprego que odeia e nem ao menos tem certeza do que faz. Ela havia acabado de se mudar para Nova York com sua amiga Mary, que foi cursar direito na Columbia e elas dividiam um apartamento minusculo que nem tinha divisórias. Isabella ficava entediada enquanto Mary estudava (aka o tempo todo) e então tentou achar outras atividades para preencher o tempo, como sair com suas outras amigas Kristi e Abby. Eventualmente, ela conheceu Ben e eles começaram a namorar, mas o rapaz não gostava de fazer muita coisa além de comer e assistir televisão. Com o passar do tempo Isabela começou a perceber que Ben não se importava tanto assim com ela.

Em virtude de fazer 37{C no apartamento todos os dia, era necessário deixar as janelas de correr abertas. Não tinham tela, então era comum Isabella acordar com a bunda de um pombo bem na sua frente. Batizaram o pombo de Pete e tentaram desvendar porque ele aparecia apenas no quarto de Isabella. Pete parava ali quase todas as manhãs e fazia cocô no parapeito.

Enquanto estudava, Mary conseguiu um estágio em uma empresa de advocacia no centro de Nova York. Com o passar dos meses e a falta de privacidade que o pequeno apartamento concedia, ela deixou de dividir o apartamento com Isabella e se mudou para um mais perto da universidade. Então ela conheceu Ken, um rapaz cavalheiro e que respeitava e adorava a mãe e era muito ligado à família. Talvez até demais.

Mary ficava no escritório até pelo menos às 21h todos os dias, caso fosse um dia de sorte. Sentia-se exausta e triste quando ia dormir porque sabia que isso significava o recomeço de tudo em breve. Todas as manhãs, enquanto caminhava do metrô até o escritório, pensava “se eu for atropelada hoje, não vou precisar trabalhar”.

Lauren se mudou para Chicago com outras duas amigas: Ellen e Shannon e dividiram um apartamento com uma sacada legal porém sem ar condicionado. O que as levou a sair bastante nas noites do primeiro verão depois de suas respectivas graduações: iam para bares, feiras e shows. Durante um tempo namorou um cara chamado Tripp, que suas amigas nem tinham certeza se ele sabia escrever o nome da namorada certo.

Lauren fala muito sobre aquele verão. Ele teve um propósito, um tipo de moral, mas ela ainda não sabia direito qual era. Quando as pessoas dizem que têm uma amiga que vai se casar com um cara que odeiam, ela responde “Sei bem o que é isso”.

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Seguimos vendo as protagonistas e outras amigas amadurecendo e lidando com temas como empregos, relacionamentos e mudanças. As histórias são engraçadas e bem factíveis. Acompanhamos as garotas tentando se estabelecer enquanto iam de casamento em casamento, ou quando eram obrigadas a ir em seis chás de panela diferentes para uma mesma noiva.

    Minha opinião

Estranhei no inicio o ritmo do texto da autora Jennifer Close: ela usa de frases curtas e rápidas na terceira pessoa e vai introduzindo um monte de personagens enquanto isso. Alguns não conhecemos e outros só nos familiarizamos com o decorrer do livro. Quando entendi a real intenção da autora, achei a idéia genial e o livro fluiu melhor para mim, talvez até porque eu já estava mais familiarizada com os personagens. Jennifer estruturou o livro de forma que simulasse uma conversa entre amigas: capítulos pequenos, frases rápidas e muitas histórias.

Isabella se sentia como se tivesse ido a milhões de casamentos desse tipo. Naquela altura, todas as festas já haviam se transformado em um borrão de cadeiras cobertas com panos, guardanapos rosa e bolinhos de siri. Ela nem olhou em volta. Os enfeites do centro a entristeciam.

Logo eu já tinha me acostumado com o estilo de leitura e me identificado com pelo menos um aspecto da personalidade de cada uma das personagens. A capa brasileira é diferente da original mas, felizmente, nesse caso, não senti que afetou negativamente em nada. A primeira página de cada novo capítulo não está justificada (e não sei se isso foi proposital), de resto, edição e diagramação estão excelentes. Este livro me lembrou um pouco Como ser solteira, que resenhei no começo do ano, mas sinto que Garotas de vestido branco foi desenvolvido com mais naturalidade.

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– Por que perdi esse tempo todo? – reclamou Isabella para Lauren uma noite. – Por que não fiz isso há dois anos?

Não esperava muita coisa do livro e talvez por isso ele tenha me surpreendido tanto. A autora soube desenvolver todas as protagonistas de forma convincente e desenrolou a história ao redor delas de forma complementar e categórica. Muita coisa aconteceu em menos de 300 páginas e ainda assim não foi apressado e nenhuma ponta ficou solta. Jennifer conseguiu representar de forma clara como geralmente é essa transição da adolescência para a vida adulta para as mulheres, com todos os dramas, dificuldades, erros, descobertas e fracassos. Ela soube trabalhar temas como empregos ruins, relacionamentos sucateados e sororidade enquanto falava sobre casamentos e chás de panela. O livro está mais que recomendado!

– Às mulheres crescidas – disse, levantando o copo. Percebeu que não soava mais tão engraçado. Talvez isso não parecesse verdade o tempo todo, mas elas não estavam mais queimadas de sol no México. De alguma maneira, nos último dez anos, elas foram de lá até aqui.

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Garotas de vestido branco (Girls in white dresses)
Jennifer Close
Bertrand Brasil
275 páginas
Lançamento: 2016
Comprar (Amazon – R$ 25,70)
Leia o primeiro capítulo!
 
 
 
 

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Juliane Oliveira

Gosto de distopias memoráveis e contemporâneos que não sejam desnecessariamente tristes. Não sou muito fã de dias chuvosos ou frios. Apaixonada por séries, livros, filmes e pets no geral.

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4 Discussion to this post

  1. Luciana Campos disse:

    Parece fofinho. Isso de ir mostrando um pouco de cada amiga e como elas lidam com relacionamentos, empregos, etc me lembrou um pouco de Sex and the City, mas o livro parece ser mais do tipo que não “caminha para um final”, e sim só vai mostrando um pouco de cada até que acaba… Isso e o fato de serem muitos personagens introduzidos rapidamente me incomodariam bastante, então não me contagiou muito :/

    • Juliane disse:

      Oi Lu, lembrei mesmo de Sex and the city durante a leitura do livro mesmo. E de Girls também, já assistiu?
      Realmente, o livro é do jeito que você falou, e geralmente eu também não gosto disso, mas funcionou para mim.
      Se tiver um tempinho depois, dê uma chance para o livro!
      Beijos!

  2. É uma capa muito bonitinha, mas de primeira impressão eu também não esperaria muita coisa dele. Parece ser uma história bem fofa e que pode fluir bem. No entanto, acho que eu também estranharia esse estilo de escrita, frases curtas demais geralmente me incomodam, ainda mais quando fico confusa com a quantidade de personagens. Amo terceira pessoa, então pode ser que eu me acostume rápido. Ótima resenha.
    Um abraço!

    • Juliane disse:

      Oi Eduarda! Eu também estranhei o livro no inicio, mas depois ele fluiu super rápido!
      Dê uma chance pra ele, acho que você vai gostar 🙂
      Abraços!

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