Achados e Perdidos, Brooke Davis

Olá, leitores! Hoje lhes trouxe a resenha de uma história muito singela. Eu li Achados e Perdidos esperando algo muito emocionante. Eu esperava que fosse me comover e isso realmente aconteceu! Se você gosta de histórias cheia de confusões, emoções e aprendizados, este livro é para você. Vem saber o porquê:

Millie Bird é uma garotinha, ela tem apenas 7 anos e um Livro de Coisas Mortas, que é um livro onde ela documenta e numera tudo o que para de existir, a partir do momento que ela descobre que existe a morte. Apesar da pouca idade, ela sempre está perguntando o motivo das coisas para seus pais, então ela vai armazenando conhecimentos e reproduzindo tudo o que seus pais falam pra ela, apesar de algumas coisas não fazerem o mínimo sentido. 

 

“Como o mundo seria aterrorizante se a gente não soubesse o que está por vir.”

Muitas coisas mudam a partir do momento em que o pai de Millie passa a ser a 28° Coisa Morta. Percebemos que a partir da morte do pai, muitas perguntas brotam na cabeça de Millie e, por ser uma criança, ela começa a pensar pelo óbvio e a lidar com as coisas de forma inocente, pois as respostas que ela recebe da mãe são enxutas, óbvias demais.

 

“Mas a gente devia poder abraçar todas as mães que não são nossas, porque algumas pessoas não têm mãe – e o que vão fazer com todos os abraços que elas têm?”

Depois da morte do pai, Millie é abandonada em uma loja de departamento pela mãe com a desculpa “volto daqui a pouquinho”. Inocentemente, ela fica esperando sua mãe voltar, mas é claro que sua mãe não volta, então ela passa dias esperando até conhecer Karl, o Digitador. Karl entra na história como um homem que perdeu uma pessoa que ama muito, recentemente. O nome dela era Evie. Depois da morte de Evie, Karl foi internado em uma casa de repouso pelo filho e conseguiu fugir logo depois, então é nessa fuga que ele acaba conhecendo Millie.

Millie também acaba conhecendo Agatha, que também perdeu alguém e se isolou de tudo e todos depois disso. Os três acabam se envolvendo, criando laços emocionais, cada qual com seus sentimentos e problemas internos, então partem em uma jornada de autoconhecimento. Uma garotinha, uma senhora rabugenta e um velhinho partem em busca de coisas que talvez eles mesmos não podem controlar e tentam superar as memórias ruins do passado.

Minha opinião

Achados e Perdidos foi uma grande surpresa para mim, eu pensava que ele seria mais um daqueles livros leves, sem muita pretensão de surpreender ninguém, só mais uma história onde acompanhamos personagens com seus devidos problemas, mas foi completamente diferente do que eu imaginava. Devo dizer que em muitas partes me surpreendi, principalmente nos capítulos em que temos a visão da Millie sobre o mundo, me surpreendi por ela ser apenas uma criança e reproduzir ideias que não são legais, muitas delas preconceituosas e, volto a dizer, ela é apenas uma criança que foi ensinada a ser assim, ela não fazia a mínima ideia do que ela estava dizendo e aí entra a questão de o quanto as coisas que os pais ensinam a seus filhos podem ser prejudiciais e, definitivamente, afetam na personalidade da criança.

achadoseperdidos

Apesar desse ponto, que me incomodou bastante durante a leitura, posso dizer que a escrita da autora é muito bem feita e simples, os diálogos ou as falas estão marcadas no livro em itálico, em minha experiência de leitura com Achados e Perdidos, fez com que eu lesse o livro muito mais rápido do que o normal. Gostei de como a Brooke Davis soube construir cada um dos personagens com a intenção de transmitir o que cada um pensava e sentia. Essa caracterização dos personagens foi interessante, pois de alguma forma todos eles sentem coisas parecidas, todos eles foram “abandonados”, todos eles tem sofrimentos diferentes, mas coisas em comum muito maiores que o sofrimento.

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Achados e perdidos (Lost found)
Brooke Davis
Editora Record
252 páginas
Lançamento: 2016
Comprar (Amazon – R$ 26,20)

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Amanda Pires

Amanda desde 1997. Estudante de Letras - Inglês. Apaixonada por músicas tristes e sebos. Escrevo sobre o que leio, leio sobre o impossível.

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5 Discussion to this post

  1. Luciana Campos disse:

    Aai, que dó no coração quando eu li que a mãe tinha deixado ela na loja! Parece ser o tipo de livro que de forma leve vai te tocando fundo, te fazendo entender aos poucos o sofrimento dos personagens e compartilhando um tantinho da dor deles. Achei tocante, me lembrou um livro parecido que li há algum tempo “Claros sinais de loucura”, e sem dúvidas adoraria ler.

  2. Miriã Oliveira disse:

    Nossa que resenha incrível…
    O livros em si é surpreendente, ele traz um assunto é um pouco comum em alguns livros, mas não é tão comum no ponto de vista de uma criança, então vemos como é pra essa criança inocente que não sabe nada da vida lidar com várias coisas: a perda do pai, abandono da mãe, e a convivência dela com Karl e a Agatha…O livro passa uma lição de como lidar com a perda, a história é sensacional…

  3. camila rosa disse:

    Oi, tudo bom?
    Gostei da resenha, confesso que fico meio na dúvida se leio ou não o livro, parece ser bom, e gostei muito de você citar sobre o ensinamento dos pais, realmente tem influencia na personalidade das crianças, e que triste, perder o pai e ser abandonada pela mãe.
    Beijos *-*

  4. suzana cariri disse:

    Oi!
    Ainda não conhecia essa historia, mas achei esse livro muito interessante principalmente pelo modo diferente que o autor fala sobre a perda, mesmo com esse começo triste o que me vez ficar com dó da Millie, e principalmente por esse trio improvável o que me deixou curiosa para ler sobre a jornada desses personagens !!

  5. micaela gomes disse:

    Olá!
    adoro o tipo de livro que traz uma história simples, uma a narrativa fluída e um ensinamento que deve ser levado pra toda a vida. Acredito que esse seja o tipo de livro que autora criou. Uma excelente obra, agrega certos valores imprescindíveis.

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