Magônia, Maria Dahvana Headley

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Aza Ray nasceu com uma estranha doença incurável que faz com que o ato de respirar se torne mais difícil. Aos médicos só resta prescrever medicamentos fortes na esperança de mantê-la viva. Quando Aza vê um misterioso navio no céu, sua família acredita que são alucinações provocadas pelos efeitos do medicamento. Mas ela sabe que não está vendo coisas, escutou alguém chamar seu nome lá de cima, nas nuvens. Vem saber mais sobre Magônia:

Aza Ray tem uma doença rara e incurável. Tão rara que leva seu nome. A garota não consegue respirar normalmente como os demais, como se estivesse sempre se afogando em plano ar. Sua vida segue muito limitada por essa condição e ela sabe que toda sua família vive em sua função. Sua mãe passou os últimos 15 anos tentando desenvolver uma cura para a doença, com pouco sucesso.

Tomo punhados de remédios todas as manhãs, apesar de ninguém ter certeza absoluta do que há realmente de errado comigo. Sou rara assim.

A protagonista desenvolveu um humor sarcástico e amargo (e me lembrou um pouco Hazel, de A culpa é das estrelas) e vive fazendo piadas com a própria situação. Aza tem uma única irmã, mais nova, Eli, que nunca apresentou nenhum sintoma de mesma doença. Ela passou tantas vezes por tantos hospitais que sabe os procedimentos, rotinas e até tem algumas regalias no hospital que costuma ir com mais frequência. Aza frequenta o ensino médio e não se importa com os olhares piedosos em sua direção e nunca deixa de compartilhar seu humor moribundo com quem quer que seja.

A morte é o Papai Noel do mundo adulto. Só que um Papai Noel ao contrário. O cara que leva os presentes embora, com seu grande saco por cima do ombro, subindo de volta pela chaminé, carregando tudo da vida de uma pessoa e saindo m disparada do telhado com suas oito renas.

A garota tem um único amigo: Jason. Eles se conhecem desde crianças, quando o garoto fugiu de casa com uma fantasia de jacaré para ir a festa de aniversário da garota. As mães do garotos (sim, MÃES, isso não é maravilhoso?) ficaram apavoradas com o desaparecimento do menino e chamaram a polícia. Desde então, eles são melhores amigos. Mas, no fundo, cada um nutre pelo outro, o desejo de algo a mais. Jason e Aza tem sua própria linguagem, suas brincadeiras e universo particular. E eles são inseparáveis desde crianças.

Senti como se alguma coisa estivesse me chamando, como uma campainha.

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Até que coisas estranhas começam a acontecer com a garota com a proximidade de seu aniversário de 16 anos: uma sensação constante de que está sendo chamada, alucinações com navios no céu, pássaros em seu jardim e quarto e por último, não menos esquisito: uma pena no pulmão da garota. Tudo isso parece ser sintomas de uma piora grave no quadro de saúde da protagonista. Ela é levada às pressas para o hospital, mas uma alteração climática faz com que a ambulância em qu estava fique presa na neve. Ainda assim, um helicóptero é acionado, porém, ao se aproximar do local se envolve em um acidente e explode no ar. Aza Ray não resiste. (Não é spoiler ein gente, tá na orelha isso!)

A história é narrada ora por Aza, ora por Jason, ambas as partes em primeira pessoa. Depois de sua “morte“, a protagonista acorda a bordo de um navio, o Amina Pennarum, onde a tripulação é composta de estranhas criaturas que alternam entre conversas e cantos. Aza vai então descobrir como foi parar naquele lugar, o que é aquele navio que navega entre nuvens e porque ela está ali.

    Minha opinião

Desde o começo do livro fiquei apaixonada por Aza e seu humor inteligentíssimo e sarcástico. Embora sua situação seja extremamente frágil, ela não leva desaforo para casa. Sobre Magônia: é uma fantasia-e-com-isso-está-fora-da-minha-zona-de-conforto-e-já-estamos-cansados-de-ler-isso, porém, desde que decidi me arriscar no gênero, tenho descoberto histórias maravilhosas. E Magônia é uma delas. A ambientação inicial não foi lenta, o que conta vários pontos a favor do livo, porém a ambientação do novo universo pós-morte da Aza foi um pouco complexa. São vários nomes diferentes e situações/seres novos e levei um bom tempo até me acostumar com tudo. É isso geralmente que me faz fugir das fantasias.

Para sua informação, essa merda é, sim, tão difícil quanto parece.

Achei alguns errinhos de falta de pontuação na separação de silabas, mas só, e não era nada que atrapalhasse a leitura ou o entendimento da obra. Fora isso, a edição e a diagramação estão lindas! Maravilhosas mesmo! A editora teve o cuidado de manter tudo igual à obra original e isso foi sensacional. A autora utilizou de algumas figuras de linguagem para dar mais intensidade a obra e isso funcionou muito bem!

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O livro tem algumas reviravoltas, mas que são, até certo ponto, um pouco previsíveis, mas deixam a história mais interessante. Aza no inicio do livro é uma garota destemida e corajosa, mas quando chega no navio é, no começo, acanhada e tímida. Até entendo que em um universo novo e completamente diferente não faria sentido ela manter sempre a mesma personalidade. O que não torna a personagem inconsistente é o fato de que, com o passar dos capítulos, ela retoma aos poucos sua coragem e destemor. O desfecho do livro me deixou com algumas dúvidas, então já estou querendo logo o segundo volume!

Nunca achei que isso iria acontecer.
Achei que isso provavelmente iria acontecer.
Sabia que isso ia acontecer.
Não previ isso acontecendo.

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Magônia (Magonia)
Maria Dahvana Headley
Galera Record
544 páginas
Lançamento: 2016
Comprar (Amazon – R$ 25,30)
 
 
 
 

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Juliane Oliveira

Gosto de distopias memoráveis e contemporâneos que não sejam desnecessariamente tristes. Não sou muito fã de dias chuvosos ou frios. Apaixonada por séries, livros, filmes e pets no geral.

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9 Discussion to this post

  1. Luciana Campos disse:

    Fiquei com a impressão de que realmente a ambientação inicial desse livro não é nada lenta, pra mim se logo na orelha já fala que ela vai morrer, todas essas partes iniciais passaram como um borrão. Achei bem chocante isso de aparecer a pena no pulmão dela e ela passar por mil contratempos e morrer, muitas coisas de uma vez só! Mas enfim, tirando isso, achei bem interessante, e acho que nos outros livros isso deve ser compensado com um desenrolar mais lento e explorando melhor os acontecimentos…

    • Juliane disse:

      Realmente Lu, é tudo muito rápido. Mas é um ritmo legal, não é apressado e deixa o leitor com vontade de só largar o livro quando terminar de ler haha
      Estou ansiosa para a continuação!
      Beijos!

  2. Miriã Oliveira disse:

    Meu Deus, ela morre???Como isso??? Eu pensei que quem tava chamando ela do céu, ia da pra ela uma “missão”, não passou pela minha cabeça que ela ia morrer…

    • Juliane disse:

      Oi Miriã, tudo jóia?
      Ela morre sim e esse é um dos primeiros eventos do livro. A morte dela desencadeia um monte de outros eventos importantes para a história!
      (Não briga comigo porque não é um spoiler, viu? hahaha)
      Beijos!

  3. camila rosa disse:

    Oi, tudo bom?
    Gostei muito da resenha, eu amo fantasia, que bom que esta se arriscando no gênero, tenho a certeza de que a cada novo livro vai se apaixonar mais ainda pelo gênero, e eu achei super diferente essa coisa de cidade no céu, é bem original, me lembrou Peter Pan, com o navio no céu.
    Beijos *-*

    • Juliane disse:

      Oi Camila, tudo bom comigo e com você?
      Realmente, tenho descoberto excelentes histórias me aventurando mais pelo gênero da fantasia, coisa que eu não faria se não me arriscasse 🙂
      Dê uma chance para o livro, acho que você vai curtir!
      Beijos!

  4. suzana cariri disse:

    Oi!
    Assim que vi Magônia a capa do logo me chamou atenção e lendo a resenha a historia me surpreendeu, gostei muito de que temos a fantasia e esse universo magico, em um livro com um começo tão triste, fiquei curiosa para saber mais sobre Aza e essa sua aventura e esse livro está na minha lista de leitura !!

    • Juliane disse:

      Oi Suzana, tudo jóia?
      Acho que você vai adorar a história de Aza e seus amigos!
      Depois que ler, me conte o que achou, combinado?
      Beijos!

  5. micaela gomes disse:

    Não conhecia a obra mas ela me chamou completamente a atenção, não só pela capa mas também pela premissa. Gosto desse tipo de livro e já o coloquei na listinha de desejados.
    bela resenha.

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