Suzy e as águas vivas, Ali Benjamin

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Às vezes, quando nos sentimos mais solitários, o mundo decide se abrir de formas mágicas. Suzy Swanson está quase certa do real motivo da morte de Franny Jackson. Assombrada pela perda de sua ex-melhor amiga — e pelo momento final e terrível entre elas – Suzy se refugia no mundo silencioso de sua imaginação. Convencida de que a morte de Franny foi causada pela ferroada de uma água-viva, ela cria um plano para provar a verdade, mesmo que isso signifique viajar ao outro lado do mundo… sozinha. Vem saber mais sobre Suzy e as águas-vivas:

Suzy e Franny são amigas desde crianças. Desde que as duas se conheceram na aula de natação: foram as últimas a pularem na água e a amizade começou ali mesmo. As melhores amigas criaram um universo particular, onde faziam planos de como seriam quando crescessem, o que nunca fariam e como nada as separaria. Suzy e Franny estavam sempre uma na casa da outra e até estudavam na mesma sala. As garotas eram inseparáveis e não tinham nenhum outro amigo tão próximo. Até a chegada do sétimo ano, quando as coisas começaram a mudar.

Ás vezes a gente quer com tanta força que as coisas mudem que não suporta nem sequer estar na mesma sala com as coisas do jeito que realmente são.

Franny começou a se cuidar mais e a demonstrar interesse em garotos. Enquanto Suzy seguia sem entender a necessidade de domar o cabelo. E então Franny começou a andar com as garotas sobre as quais as duas sempre faziam piadinhas e prometeram nunca se tornarem. Elas combinaram que se esse dia chegasse, uma delas deveria mandar uma mensagem para a outra, alertando-a da transformação. Suzy viu sua amiga começar a vestir roupas diferentes, almoçar com outras pessoas e achar garotos fofos. Foi quando ela percebeu que aquele era o momento em que deveria avisar para a amiga que ela tinha se tornado aquela pessoa que prometera não ser. E Suzy enviou sua mensagem no último dia de aula antes das férias de verão, mas Franny não reagiu como esperado.

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E se as palavras dela fossem verdade, se ela estivesse certa sobre aquilo que estava me dizendo, isso significa que a última vez que eu tinha visto você, andando pelo corredor no último dia do sexto ano, carregando aquelas sacolas de roupas molhadas e chorando, seria última para sempre.

Em um dia normal nas férias, depois de esperar incansavelmente por uma resposta de sua amiga sobre seu alerta, a mãe de Suzy recebe uma ligação e avisa a garota de que Franny havia falecido. Ela morreu enquanto nadava na praia, “simplesmente aconteceu”, segundo a mãe de Suzy. Suzy não aceita o fato, já que Franny era uma excelente nadadora e não tinha como ela ter morrido nadando. Diante disso a garota parte em busca de possibilidades que sejam mais factíveis para a morte de sua amiga. É quando ela lembra de uma notícia que leu uma vez sobre a crescente população de águas vivas e como sua picada poderia ser até fatal.

Ver aqueles dois, toda aquela felicidade tranquila, me deu uma sensação confusa por dentro. Era como se eu pudesse me lembrar da felicidade, mas também não conseguisse me lembrar dela, tudo ao mesmo tempo.

Suzy segue a vida, decidida a falar somente o necessário, se afastando assim de todos a sua volta: sua mãe, pai, irmão e Rocco (namorado de seu irmão). Na escola, a professora passa um trabalho que deverá ser apresentado na frente de toda a turma e Suzy decide que fará sobre as águas vivas e sua superpopulação. Assim começa a pesquisa de Suzy sobre seres quase invisíveis e quem mais entende sobre eles, mesmo que essa pessoa pode estar do outro lado do mundo. Suzy quer outra resposta, ela se recusa a acreditar que a morte de Franny simplesmente aconteceu e a garota não vai parar até conseguir sua conclusão.

    Minha opinião

Fiquei com medo de o livro sem muito infantil, mas vi muita gente falando super bem a respeito que só me arrependi foi de não ter o lido antes. Suzy e as águas-vivas é bem escrito e a autora não entrega tudo de bandeja para o leitor. Ela faz a narração em primeira pessoa intercalada, com flashbacks do passado e só vamos descobrir algumas coisas importantes depois da metade do livro. O livro tem pouquíssimos erros ortográficos e nem vale a pena esquentar a cabeça.

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Talvez seja isso que acontece quando uma pessoa cresce. Talvez o espaço entre você e as outras pessoas em sua vida fique tão grande que você pode enchê-lo de todo tipo de mentiras.

A história é de uma delicadeza e sensibilidade sem tamanho e mostra como as perdas e transformações podem ser difíceis para as crianças e como a mente delas trabalha para processar isso. Tenho que admitir que me emocionei em alguns momentos e que vou guardar esse livro com um dos queridinhos do ano. O livro ainda trata de assuntos como homossexualidade, bullying e problemas familiares. É um daqueles livros com uma protagonista infantil mas que já sabe muito mais que muito adulto. Fica a recomendação!

Quem é capaz de saber? Talvez o fim de todas as pessoas não seja o dia em que elas realmente morrem, mas a última vez em que alguém fala com elas. Se isso for verdade, é uma boa razão para evitar dizer o nome de alguém depois que a pessoa morre. Porque nunca se sabe. Nunca se sabe qual das vezes que você o diz poderá ser a última vez.

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Suzy e as águas-vivas (The thing about jellyfish)
Ali Benjamin
Verus (Grupo Editorial Record)
222 páginas
Lançamento: 2016
Comprar (Amazon – R$ 23,90)
 
 
 
 

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Juliane Oliveira

Gosto de distopias memoráveis e contemporâneos que não sejam desnecessariamente tristes. Não sou muito fã de dias chuvosos ou frios. Apaixonada por séries, livros, filmes e pets no geral.

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