O Poderoso Chefão, Mario Puzo

O Poderoso Chefão é um clássico do cinema e talvez muita gente não sabia que os filmes se originaram do livro escrito pelo Mario Puzo e publicado em 1969. Isso acontece por ser uma história e adaptação muito bem produzidas, tanto na literatura como no cinema, a obra não deixa a desejar. O livro é uma obra que envolve muita intriga, é uma história cheia de tradições familiares e é uma boa reconstrução das família mafiosas. Quer saber mais? Continue lendo. 

“E só havia um homem capaz de resolver tal problema. Era o Padrinho. Don Corleone.”

No início do livro conhecemos algumas pessoas que passam por situações perigosas ou conflituosas que as levam à procura de ajuda e elas fazem isso, mais especificamente, através de uma pessoa: Don Vito Corleone. Ele é padrinho de muitas pessoas e chefe de uma das maiores famílias mafiosas. A maior característica de Don é a sua justiça, ele é um homem que se vinga e defende todos os seus afilhados, além disso, ele não recusa pedidos de nenhum deles. Mas Don Corleone não faz isso de graça, tudo o que ele cobra em troca é a fidelidade, amizade e a eventual troca de favores.

Durante a narrativa somos cuidadosamente apresentados à família Corleone e ao modo de pensar desse círculo que acredita muito mais na eficácia das famílias e da máfia do que na eficácia do Estado. A máfia de Don trabalha através de tráfico de bebidas, drogas, jogos ilegais e tudo é mantido entre a família, quem é da família é de confiança, o resto da sociedade não merece essa confiança. Tudo isso é detalhado de forma perfeita e assim somos inseridos na vida de mafiosos perigosos.

“Eu lhe farei uma oferta que ele não poderá recusar.”

Alternando entre contar o que fez e motivou Don Vito a construir a família e fazer dessa família uma das maiores de todas em Nova York, e contando também sobre as decisões que ele tem que tomar para que essa família tenha um sucessor à altura que possa levar os negócios para frente, Mario Puzo constrói uma história fascinante e, com certeza, uma das melhores que envolve máfias. As coisas começam a complicar para Don Vito Corleone justamente no momento em que ele tem que escolher um dos seus filhos para ser seu sucessor, afinal, isso envolve muitas outras coisas e uma decisão errada pode prejudicar toda a máfia.

Minha opinião

Uma das coisas que mais me chamou atenção no livro foi a construção dos personagens, na história nós entramos em contato com diversas perspectivas, ou seja, com vários personagens e todos eles têm as suas cargas de individualidade. O autor de O Poderoso Chefão soube nos introduzir em uma história com várias vertentes, mas ele fez isso bem. Afinal, fazer um livro com várias perspectivas e personagens é um risco a ser tomado, mas eu não me perdi em nenhum momento da história, muito pelo contrário, a narrativa me prendeu durante todas as páginas. Um fato que comprova como os personagens são bem construídos é o de que como Don Corleone mostra ser e é uma pessoa que todos temem e respeitam, mesmo não falando nada, não se expressando ou não participando de alguns diálogos, por exemplo, percebe-se a fortaleza construída ao redor da imagem dele.

“Mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda.”

Pareceu ser uma história tremendamente simples, afinal, a proposta seria apenas contar o que acontece com Don Vito e com a máfia, mas isso logo se quebrou quando outros aspectos foram inseridos na história, temas como honra e confiança foram abordados ao extremo e constituíram a narrativa em peso. Além dos diálogos muito bem trabalhados, O Poderoso Chefão tem uma narrativa tensa e cheia de ação, que mostra sua importância e imponência. É um clássico que deve ser lido e assistido, afinal, os filmes conseguem ser bons ou até melhores que o próprio livro, segundo alguns, mas isso não é tão importante porque, em minha opinião, são duas obras sensacionais. Vale a pena ler!

 

O Poderoso Chefão
Mario Puzo
Ano: 2016
Páginas: 462
Editora: Record.
Compre: (Amazon – R$ 24,18)

Amanda Pires

Amanda desde 1997. Estudante de Letras - Inglês. Apaixonada por músicas tristes e sebos. Escrevo sobre o que leio, leio sobre o impossível.

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