The beauty of Darkness, Mary E. Pearson

lia, kaden, rafe, komizar, The Remnant Chronicles, crônicas de amor e ódio, Morrighan, Venda, Dalbreck, Aster, Pauline

Em The beauty of Darkness, Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como uma verdadeira guerreira — e líder. Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher.

ATENÇÃO: Embora eu não tenha colocado nenhum spoiler deste livro, ele é o final de uma série, então naturalmente vou revelar acontecimentos importantes dos livros anteriores. Se não quiser saber nenhum tipo de spoiler, NÃO CONTINUE A LEITURA!

lia, kaden, rafe, komizar, The Remnant Chronicles, crônicas de amor e ódio, Morrighan, Venda, Dalbreck, Aster, Pauline

The beauty of darkness retoma a história onde o segundo livro terminou. Rafe resgata Lia e a leva ao encontro de Orrin, Jeb, Tavish e Sven para que possam cuidar dos ferimentos dela e se abrigar. Ela está muito fraca, com febre, tendo alucinações e todos temem que ela possa não resistir. Eles encontram abrigo, retiram as flechas de sua perna e costas e aguardam por sua melhora. Vários dias se passam até que Lia possa sequer se apoiar em pé. Durante uma noite ela ouve o dom lhe dizer para sair do abrigo e levar todos consigo ou eles morrerão. Apesar de Rafe e os outros não acreditarem no dom, o príncipe confia em Lia. Assim eles saem em busca do próximo abrigo, cada vez mais próximos de Dalbreck.

Talvez ela não seja um soldado como nós, mas ela é um soldado mesmo assim.

Paralelamente, Kaden e Griz conseguem escapar de Venda, refugiando-se em esconderijos no próprio reino, até quando surge a oportunidade e saem em busca de Lia para prendê-la e levarem-na de volta a Venda. Eles estão com vários dias de desvantagem, mas enfim alcaçam o grupo. Infelizmente, são capturados e se tornam prisioneiros de Rafe. Durante o percurso, Rahtans os alcançam e antigos rivais precisam lutar lado a lado para garantir a segurança de Lia. Eventualmente todos chegam à Dalbreck e Rafe recebe uma terrível notícia.

lia, kaden, rafe, komizar, The Remnant Chronicles, crônicas de amor e ódio, Morrighan, Venda, Dalbreck, Aster, Pauline

Um mapa pra você que não se lembra da localização dos reinos

Você me perguntou se eu sempre tenho certeza das minhas habilidades e dos meus dons. Antes daquele dia, a minha resposta teria sido sim.

Já em Dalbreck, Lia tem novas preocupações e dilemas para lidar. O novo comportamento de Rafe a incomoda e ela tem uma nova batalha para lutar. Além disso, o tempo corre contra ela. Ela sabe que precisa avisar Morrighan sobre a máquina de guerra criada pelo Komizar ou nenhum dos reinos vai viver para ver os próximos dias. A guerra é inevitável e Lia tem que escolher o que é prioridade para ela.

Rafe, você já se perguntou por que tinha que ser eu a ir para Dalbreck para garantir a aliança? Isso não poderia ter sido obtido também com a sua ida a Morrighan? Por que é sempre a moça que precisa desistir de tudo? Minha mãe teve que deixar sua terra natal. Greta teve que deixar a dela. A princesa Hazelle da Eilândia foi enviada a Candora de forma a criar uma aliança. Por que o homem não pode adotar a terra natal da esposa?

Minha opinião

A trilogia chegou ao fim e não sei o que fazer da minha vida agora. O universo criado por Mary é rico em todos os seus aspectos. Ela pincelou os livros com detalhes muito atenciosos: lendas, histórico, línguas, formas de pensar, castas e diferenças culturais. Os reinos são diferentes entre si e seus habitantes também e isso não foi somente dito em poucas páginas: foi trabalhado desde o primeiro livro. Os personagens criados pela autora também são singulares, complexos e identificáveis. O mundo foi bem construído e não senti pontas soltas nesse quesito.

lia, kaden, rafe, komizar, The Remnant Chronicles, crônicas de amor e ódio, Morrighan, Venda, Dalbreck, Aster, Pauline

Leia a resenha de The Kiss of Deception e de The heart of Betrayal.

Se em algum momento houve três cavaleiros ímpares, éramos nós: o príncipe da coroa de Dalbreck, o assassino de Venda e a princesa fugitiva de Morrighan. Filhos e filha de três reinos, cada qual determinado a dominar os outros dois. Se a nossa situação não fosse tão desesperadora, eu teria jogado a cabeça para trás e dado risada da ironia. Parecia que […] meu destino era sempre ficar presa no meio de forças opostas.

Os principais fatores que me prenderam desde o primeiro livro, já que esse gênero está bem longe da minha zona de conforto, foram: presença e força femininas. A motivação inicial do livro se dá porque uma princesa não quer aceitar um futuro que lhe foi arranjado e vai a luta por sua liberdade. Lia é a personificação maior de força feminina no livro, mas as outras mulheres não ficam atrás: Gwyneth, Pauline, Calantha, Berdie, entre outras. Cada uma dessas mulheres tem seu próprio tipo de força e cada uma é badass à sua maneira.

Todos os livros são recheados de reviravoltas. Muitas mesmo. Pode parecer exagerado a primeira vista, mas isso não me cansou. Em The beauty of Darkness isso não foi diferente. O livro é bem grande e acabei levando mais tempo que o de costume para ler. No final achei que algumas soluções foram apressadas ou forçadas, mas nada comprometedor com a história central. Nas últimas páginas tive medo por algumas pessoas, mas independemente do desfecho dos núcleos do livro, achei o final muito digno de toda a série. Senti que Lia cumpriu seu propósito e encontrou sua sonhada liberdade. Para não deixar nenhuma dúvida, The beauty of Darkness está mais do que recomendado, além de todos os livros da série. As Crônicas de amor e ódio foram responsáveis por me fazer aprender a gostar de fantasia. Obrigada Mary E. Pearson e Darkside!

lia, kaden, rafe, komizar, The Remnant Chronicles, crônicas de amor e ódio, Morrighan, Venda, Dalbreck, Aster, Pauline
Título: The beauty of Darkness (Original)
Autor:
Editora: Darkside
Número de páginas: 576
Lançamento: 2017
Comprar (Amazon – R$ 46 em 24/04/2017)
 
 
 
 

* Este livro foi enviado pela editora do mesmo. A política do blog é de sempre fazer resenhas sinceras, independentemente de como o livro chegou até nós. A opinião relatada aqui veio da experiência literária da autora do post e não sofreu nenhuma influência que não tenha sido explicitada na resenha.

 
 
 

Juliane Oliveira

Gosto de distopias memoráveis e contemporâneos que não sejam desnecessariamente tristes. Não sou muito fã de dias chuvosos ou frios. Apaixonada por séries, livros, filmes e pets no geral.

Related Posts

2 Discussion to this post

  1. Larissa Costa disse:

    Como não se apaixonar por essa capa linda de morrer?? Esse livro foi aguardado com tanta ansiedade que sempre que vejo uma resenha sobre ele dá uma vontade de gritar *no bom sentido* hahaha ❣📖

    • Juliane disse:

      Como não se apaixonar por essa série?
      Corre lá pra ler o seu!
      Eu fiquei muito satisfeita com a conclusão da saga.
      Beijos!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *