[ENCERRADO] A guerra que salvou a minha vida, Kimberly Brubaker Bradley

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Inspirada pelo diário de Anne Frank, Kimberly Brubaker Bradley cria A guerra que salvou minha vida. Ada, uma menina de dez anos (pelo menos ela acha que tem dez anos), nasceu com o pé torto, conhece o mundo pela janela do apartamento, pois nunca saiu de casa, é a narradora deste romance. A história ocorre na Inglaterra, no contexto da Segunda Guerra Mundial, é uma amostra de um olhar infantil e diferenciado sobre a guerra, uma versão da história sangrenta narrada com cores, sons subjetividades, o íntimo de uma criança sendo exposto aos leitores com todos os seus sabores e dissabores.

Ada vive como uma prisioneira, cuida de Jamie, o irmão menor, mas não suporta ser a vergonha da mãe. As duas vivem em guerra, uma guerra em que Ada sempre está em desvantagem. A família pobre sobrevive com o salário da mãe viúva, amarga e cheia de desamor. Jamie se arrisca em pequenos furtos para alimentar a irmã que sempre come menos para alimenta-lo e é maltratada pela mãe. Os castigos destinados à Ada podem ser facilmente comparados à tortura.

Os murmúrios de que Hitler irá invadir a Inglaterra tornam-se mais intensos, a cidade se prepara organizando evacuações para as crianças. Jamie passa o dia na rua brincando com os amigos, conta sobre as evacuações, a mãe já sabe, mas não tem a menor intensão de tentar salvar os filhos ou se salvar das bombas do nazista alemão. Ada lidera a fuga de casa e os irmãos chegam ao interior da Inglaterra. Os moradores do vilarejo recusam as duas crianças, a aparência dos dois não é a mais agradável.

A garota bem à minha frente – a mais maltrapilha, mais repulsiva que eu já tinha visto – usava uma pia diante da minha, o que era estranho. Franzi o rosto pra ela, e ela franziu de volta. De repente, percebi que era um espelho.

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Ada e Jamie rejeitados pelas famílias são ajudados pela SVF (Serviço Voluntário Feminino) a encontrar uma casa. A contragosto, Susan fica com as crianças, uma jovem solteira e depressiva, não tem ideia de como cuidar de si mesma, quanto mais de duas crianças. Toda uma trama é desenvolvida sem deixar de lado problemas como as diferenças sociais, os julgamentos da sociedade, deficiência física, uma guerra e ao mesmo tempo Ada tem a chance que Anne Frank não teve, de viver.

Pelo que contei já deve ter ficado claro que eu estava em guerra com a minha mãe, mas a primeira guerra, a que travei naquele mês de junho, foi contra meu irmão.

Minha opinião

A guerra que salvou a minha vida é um dos livros mais intensos que li nos últimos tempos. Entre uma página e outra as emoções oscilam de acordo com a trajetória das crianças. Entre nós no peito e lágrimas, há amor, cuidado, carinho. O livro está longe de ser um romance água com açúcar em que a mocinha espera por um homem, aqui a mocinha se salva, se cuida, a mocinha não pode andar pois tem uma deficiência física e ela nos dá lições sobre a vida e de como achar nosso lugar no mundo a cada página. Ideias, preconceitos e estereótipos são quebrados e nos forçam a pensar em como construímos as coisas ao nosso redor.

Ficou perfeito. Ada, você está linda.
Era mentira. Era mentira, e eu não podia suportar. A voz da Mãe ecoou na minha cabeça. Sua porcaria horrorosa! Lixo, imunda! Ninguém quer você, com esse pé horrível! Minhas mãos começaram a tremer. Porcaria. Lixo. Imunda. Eu servia pra usar os descartes da Maggie ou as roupas simples das lojas, mas não isso, não esse vestido lindo. Podia passar o dia inteiro ouvindo a Susan dizer que nunca quisera ter filhos. Mas não suportava ouvi-la me chamar de linda.

É livro para ser lido e relido, ler para os adolescentes, para as crianças. É impressionante, assustador, apaixonante. Ler uma história sendo contada pela perspectiva de uma criança que não pode sair por ter um pé torto e se vê livre por causa de uma guerra é fascinante. É a oportunidade de saber os efeitos que uma guerra causou no mundo, não apenas com suas bombas e soldados, mas com a vida das pessoas comuns que iam ao supermercado, à escola, à igreja, pessoas que tornam-se refugiadas em seu próprio país. Problemas que parecem ser atuais se mostram antigos e vice-versa, prepare-se para se apaixonar por essa história.

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Um novo e desconhecido sentimento me preencheu. Parecia o mar, a luz do sol, os cavalos. Parecia amor. Vasculhei minhas ideias e encontrei o nome. Felicidade

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Título: A guerra que salvou a minha vida (The war that saved my life)
Autor: Kimberly Brubaker Bradley
Editora: Darkside
Número de páginas: 240
Lançamento: 2017
Comprar (Amazon – R$ 34,80)
 
 
 
 

O mais legal é que a Editora Darkside liberou um exemplar para sorteio! YAY! As regras para participar estão aqui embaixo, boa sorte a todos!

    Regras:

    • Haverá somente 1 (um) ganhador. Certifique-se de preencher os dados certos no formulário e cumprir todas as regras;
    • Residir em território brasileiro;
    • O blog não tem responsabilidade por extravio ou perda por conta dos correios;;
    • O sorteio terá início em 30 de maio e término em 19 de junho de 2017;
    • O resultado será divulgado até dia 25 de junho de 2017 neste mesmo post;
    • O ganhador deverá responder o contato em até 48 horas, ou o sorteio será refeito;
    • O prazo para o envio do livro é de 40 dias a partir da data de validação do vencedor e será feito pela editora;
    • O sorteio será realizado aleatoriamente e automaticamente pelo site Rafflecopter e em seguida, irei conferir se o ganhador obedeceu à todas as regras;
    • É obrigatório curtir a fanpage do A world to read (não esquecer de ativar as notificações) e da Editora Darkside, as outras entradas são opcionais, mas garantem mais chances de ganhar.

a Rafflecopter giveaway

ATUALIZAÇÃO: O sorteio foi realizado no dia 25/06/2017 e o resultado foi liberado no stories do blog (@aworldtoread) e a vencedora foi a Cristiane Oliveira (e ela seguiu as regras obrigatórias direitinho). Fiquem ligados nos próximos sorteios do blog!

* Este livro foi enviado pela editora do mesmo. A política do blog é de sempre fazer resenhas sinceras, independentemente de como o livro chegou até nós. A opinião relatada aqui veio da experiência literária da autora do post e não sofreu nenhuma influência que não tenha sido explicitada na resenha.

* ESTA RESENHA PARTICIPA DO TOP COMENTARISTA DO MÊS DE MAIO *

Jordana Barbosa

Jornalista que odeia jornais. Troco amores por torresmo. Meu nome significa água que corre e é perto da água que encontro paz.

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18 Discussion to this post

  1. Caroline Garcia disse:

    A edição está um capricho! A editora sempre arrasando né!? <3
    E em relação a história, me parece ser uma leitura profunda, envolvente e com um aprendizado e tanto né?
    Gosto de ler tudo relacionado a guerra e sinto que vou gostar dessa obra.
    A personagem principal, apesar de novinha, me parece ser bem madura e curto personagens assim.
    Espero conferir em breve esse livro.
    Participando do sorteio e torcendo demais.
    Beijos,
    Caroline Garcia

    • Jordana Barbosa disse:

      Caroline é tudo isso mesmo que você achou, é um dos livros mais incríveis sobre guerra que eu já li e ainda é narrado por uma criança. E a edição? Além de linda vem com três fotos muito impactantes de crianças na guerra. Vale a pena viu. bjm

  2. Larissa Costa disse:

    Eu sou apaixonada pelo Diário de Anne Frank e parece ser muito parecido, mas com uma perspectiva diferente, lados diferentes da Guerra.
    Adoro livros com esse cenário e parece ser ainda mais aprofundado no modo de visão das crianças.
    Deve ser impactante ver a guerra por olhos tão inocentes e ao mesmo tempo decididos.
    A Ada já é uma heroína por tudo que passou, desde a rejeição dá mãe até o contexto histórico.
    Amei a resenha e espero ganhar o livro heueheu
    Beijos!

  3. Isadora disse:

    Como um boa apaixonada por temática relacionadas a segunda guerra e como uma boa fã da dark side, mal posso esperar para ler mais essa obra prima da editora!

  4. Andreza Felix disse:

    Espero me apaixonar por esse livro, que ele me toque profundamente e se torne uma das minhas leituras favoritas!

    Adorei a resenha. O trecho onde a Ada diz que prefere passar o dia inteiro ouvindo a Susan dizer que nunca quis ter filhos a ouvi-la dizer que ela é linda já me tocou imagina poder ler o livro inteiro?!

    Que a sorte esteja ao meu lado.

  5. Érika Prado disse:

    Esse livro deve ser incrível!!! Quero muito ler!!!

  6. Naya Juana disse:

    O livro parece ser maravilhoso! Pela resenha já dá pra saber que será uma leitura inspiradora e muito emocionante <3

  7. Danielle disse:

    Eu quero demais esse livro…a Guerra que salvou a minha vida!!!

  8. Aline da Silva disse:

    Pelo que já ouvi de resenhas , espero uma história envolvente e interessante. Está na minha lista de desejados desde que foi lançado!!! 🙂

  9. Fernanda Avellar disse:

    Eu super adorei os seus comentários e já realizei a compra do mesmo. A historia é bem construída e nos leva a viajar sentindo todas as dores e emoções de Ada!

  10. Ana Paula disse:

    O livro parece ser maravilhoso, Amei a resenha, dá ainda mais vontade de ler shuashuas

  11. Cristiane de oliveira disse:

    Eu gosto muito de livros que se passam na época da guerra e fico louca pra ler logo e como esse não vai ficar pra trás com essa capa e história linda,Ada parece ser uma personagem maravilhosa, ver a história desse angulo deve ser revelador , estou muito curiosa .

  12. Quero muito ler esse livro! Já perdi a conta de quantas resenhas já li sobre,e Todas eram positivas! Entrou pra lista dos desejados,além da história ser fantástica,a Darkside não decepciona com a edição que tá maravilhosa! Espero poder ler o quanto antes! Beijos!

  13. Isabela disse:

    Resenha esplêndida.
    Acho que o leitura desse livro vai ser muito impactante para mim, sou muito sensível e chorosa, com certeza vou chorar horrores

  14. Patricia Queiroz disse:

    A resenha já me balançou. Espero uma leitura tocante, reflexiva e muito, muito difícil. Como não se envolver com uma garotinha tão forte e vítima da própria mãe.

  15. Érika Rufo disse:

    Parece ser um livro incrível! A capa é maravilhosa, a DarkSide sempre arrasa. Gosto muito de histórias sobre a guerra. é um acontecimento muito triste, mas que nunca deve ser esquecido! a história parece ser muito comovente, tenho certeza que vou me emocionar muito durante a leitura.

  16. Hérica Lima disse:

    Achei a história muito interessante. Gosto de livros que se passam em algum momento importante da história do nosso mundo. A capa é belíssima e a história deve ser muito comovente!

  17. IÊDA CAVALCANTE DOS SANTOS disse:

    Espero encontrar uma história emocionante, e que ao mesmo tempo me faça parar e refletir sobre tudo o que essa criança passou. Raramente leio Darkside, terror não é o meu forte, mas desde que vi essa capa, foi amor a primeira vista, necessito deste livro na minha estante.
    Bjokas!

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