O casal que mora ao lado, Shari Lapena

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É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando. Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta; Cora desapareceu. Anne e Marco se envolvem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores. Vem saber mais sobre O casal que mora ao lado:

Quando a babá de Cora desmarca o compromisso de cuidar da criança por causa de um imprevisto, Anne cogita desistir do jantar na casa de seus vizinhos. Porém, seu marido, Marco, a convence a ir, alegando que eles já haviam confirmado presença e também que poderiam se revezar na observação da filha. Anne não quer ir, não tem se sentido confiante ou bem consigo mesma há muito tempo e as coisas pioraram desde que Cora nasceu. Somado a tudo isso, tem a vizinha, Cynthia, uma mulher muito atraente, que costumava ser amiga de Anne, antes de a criança nascer. Hoje Cynthia não suporta crianças e proíbe a presença delas em sua casa.

Apesar de muita relutância, Anne concorda em ir: é o aniversário de seu vizinho Graham e eles prometeram. Cora fica em casa dormindo e o casal combina que um deles vai vê-la a cada meia hora. O jantar passa devagar. Marco e Cynthia parecem se dar muito bem, o que levanta algumas dúvidas sobre a relação entre os dois. Graham e Anne trocam algumas palavras e ficam de lado grande parte da noite. Na hora combinada, ela vai ver Cora e amamenta a filha. Muito tempo depois ela volta e Cynthia e Marco saem para fumar.

Anne estava muito desconfortável com a situação toda e quer voltar logo pra casa, mas seu marido fica postergando o retorno. Por fim, ela decide que voltaria com ou sem ele, mas Marco acaba se solidarizando e ambos vão embora. Ao chegar na entrada de casa, Anne vê que a porta da frente estava meio aberta (e tem certeza que a fechou depois que saiu) e sentiu que algo estaria errado. Subiu correndo as escadas e ao chegar no berço, percebeu que sua filha não estava lá.

Rasbach nunca sabe o que esperar quando é chamado para um caso, mas, quando resolve o enigma, nunca se surpreende. Parece ter perdido a capacidade de ser surpreendido. Mas sempre foi curioso. Sempre quis saber.

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Cora desapareceu. Enquanto Anne tenta se recuperar do susto e ligar para a polícia, Marco começa a procurar a bebê pela casa, como se ela pudesse ter saído do berço e andado por aí. Logo a polícia chega e começam a investigar o caso. Rasbach é o detetive responsável, uma pessoa muito cética em relação à situação toda e com suas suspeitas já estabelecidas. Ele sabe onde começar a procurar e o que deve procurar. Não sabemos muito sobre seu passado e o que pode ter acontecido em sua vida pessoal e profissional, mas ele parece determinado a não deixar esse crime ficar impune.

Não é o que todos fazem? Todos não fingem ser algo que não são? O mundo inteiro se baseia em mentiras e trapaças.

Minha opinião

O casal que mora ao lado é narrado em 3ª pessoa pelo ponto de vista de vários personagens: ora Anne, sua mãe, Marco e outros. Então só ficamos sabendo o que o narrador quer que fiquemos sabendo. Fiquei um pouco irritada com o fato de que o detetive sabia o que tinha acontecido lá pro final da história, mas não dividiu nada conosco. Nem deu pistas.
Por outro lado, os outros personagens também fizeram isso, então não ficamos completamente no escuro quanto à revelação do que tinha acontecido de verdade e quem tinha participação no sequestro.

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A leitura foi super empolgante para mim e me peguei querendo terminar logo o livro e descobrir quem tinha sequestrado a Cora e qual a motivação dessa pessoa. O leitor não demora muito a descobrir quem foi, mas há um twist ali no final da história que me chocou e deixou o livro mais profundo e menos previsível. Pontos para a autora por isso!

É Marco quem atende aos telefonemas. Se o sequestrador ligar, é com ele que vai falar. Anna acha que não conseguiria manter a compostura; todo mundo acha que ela não conseguiria manter a compostura. A polícia não a considera capaz de manter a cabeça no lugar e seguir instruções. É emotiva demais, e em alguns momentos beira a histeria. Marco é mais racional, embora, sem dúvida, esteja nervoso.

Porém tive um problema com o final do livro. Pra ser mais específica, o último capítulo do livro. Tudo já estava resolvido e ela foi tentar dar um finalizar um assunto que ela não tinha trabalho bem durante o livro, só pincelou de forma rasa. A autora até que tentou aprofundar no tema (traumas psicológicos), mas não me convenceu nesse ponto. Então se você considerar que a história acabou antes daquele último capítulo, O casal que mora ao lado está mais do que recomendado!


 
Título: O casal que mora ao lado (The couple next door)
Autor: Shari Lapena
Editora: Record (Grupo Editorial Record)
Número de páginas: 279
Lançamento: 2017
Comprar (Amazon – R$ 31.90)
 
 
 
 

* Este livro foi enviado pela editora do mesmo. A política do blog é de sempre fazer resenhas sinceras, independentemente de como o livro chegou até nós. A opinião relatada aqui veio da experiência literária da autora do post e não sofreu nenhuma influência que não tenha sido explicitada na resenha.

* ESTA RESENHA PARTICIPA DO TOP COMENTARISTA DO MÊS DE JULHO *

Juliane Oliveira

Gosto de distopias memoráveis e contemporâneos que não sejam desnecessariamente tristes. Não sou muito fã de dias chuvosos ou frios. Apaixonada por séries, livros, filmes e pets no geral.

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2 Discussion to this post

  1. Janaina silva disse:

    Essa história toda é cheia de mistérios e suspenses. O que me agrada muito!
    Achei estranho a personagem Cynthia… Não permite a entrada de crianças em sua casa. Será qual o problema dessa criatura?
    E também achei estranho que os país tenham concordado em comparecer em um lugar onde sua filha não é bem vinda.

    Será que a Cora está bem?
    E quem a sequestrou?

    Estou super curiosa aqui! 😉

  2. Ana Letícia disse:

    Confesso que na metade de sua resenha já estava pesquisando sobre o livro (rsrs). Adoro histórias de mistério e esse com certeza entrou para lista, Parece ser bem empolgante e é uma pena o final não ter se igualado a narrativa, mesmo assim vou dar uma chance.

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