Até o fim do mundo, Tommy Wallach

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Dizem que o colégio é a melhor época da vida. Peter, a estrela do time de basquete, está preocupado que essa afirmação possa ser verdadeira. Enquanto isso, Eliza não vê a hora de escapar de Seattle, e da reputação que a persegue; e a perfeita — ao menos no papel — Anita se pergunta se a admissão em uma das melhores universidades do país vale realmente o preço de abandonar seus sonhos. Andy, por sua vez, não entende todo o rebuliço em relação à faculdade e carreira — o futuro pode esperar.

Até o fim do mundo é narrado em terceira pessoa e acompanha o ponto de vista de quatro adolescentes muito distintos: Andy, Peter, Anita e Eliza. No ensino médio a maioria dos alunos se encaixa em algum grupo e em Hamilton a história não era diferente. Eliza, uma moça muito bonita era cobiçada tanto por Peter quanto por Andy e tinha uma fama de sair com qualquer rapaz que lhe abordasse. Anita, por outro lado, era uma excelente aluna e tinha o boletim de dar orgulho em seus pais.

Ela achava que, tirando os supersortudos e os superazarados, no fim a maioria das pessoas acabava recebendo a mesma quantidade de coisas boas e ruins na vida. O que significava que, se a gente por acaso tivesse sido hostilizado no ensino médio por causa de um beijo idiota, conquistaria o direito de receber ótimas notícias. Era uma questão de justiça.

Peter é um astro do basquete e namorada a garota mais linda do colégio, Stacy. E finalmente Andy, o típico garoto problemático e rebelde que anda sempre em más companhias. Ele não costuma pensar no futuro e tem certeza que seus pais também deixaram de ver um para ele. Ninguém estava preocupado enquanto o asteroide Ardor era somente uma promessa brilhante no céu, mas quando novos cálculos foram feitos e descobriu-se que ele potencialmente acabaria com a vida na Terra, todo mundo teve uma mudança de prioridades.

Eliza tinha sido chamada de vadia pela escola inteira. Não estava falando com sua mãe. Seu pai estava morrendo. Porém, se tinha aprendido alguma coisa no ano anterior, foi que nenhuma quantidade de sofrimento pode livrar a gente de mais sofrimento. E aquela estrela parecia um sinal de que havia mais a caminho.

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Peter estava se questionando a importância das escolhas que faz quando a notícia se espalhou: o asteroide Ardor iria colidir com o planeta e a chance de sobrevivência da humanidade era de 33% apenas. Então ele decidiu que iria dormir com a garota pela qual ele era realmente apaixonado: Eliza. Ela, por outro lado, queria sair o mais rápido possível de Seattle e fugir da reputação que a seguia. Anita decidiu que começaria a tomar suas próprias decisões e seguir seu verdadeiro sonho: ser cantora.

Seu pai sorriu, um daqueles sorrisos tristonhos, como se já estivesse sentindo saudade de algo que ainda não tinha ido embora. Do tipo que a fazia ter vontade de chorar.

Quando o fim do mundo obriga esse grupo improvável de companheiros passamos a acompanhar suas aventuras para continuar se comunicando, lutar por sua liberdade de expressão e dar uma última festa antes de tudo ir pelos ares. Mas obviamente, os planos não seguiriam tão pacificamente e os jovens vão se envolver em muitos problemas e encrencas durante o caminho.

    Minha opinião

Até o fim do mundo é uma leitura adolescente onde todos os personagens são estereotipados e não há muito aprofundamento em suas personalidades. As mudanças que acontecem na vida de cada um não alteram drasticamente a essência de cada um conforme foi nos apresentado no inicio do livro e esse é um ponto negativo para mim: apesar de ser um livro com um público alvo definido, aprofundar a história de seus protagonistas teria tornado a história bem-vista para outros públicos.

As pessoas diziam que estavam com os dias contados, mas, na verdade, tudo estava contado. Cada filme seria assistido pela última vez, ou pela penúltima vez, ou pela antepenúltima. Cada beijo estava mais próximo de ser o último.

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Apesar disso, as coisas que eles pensaram e lembraram sobre nossas experiências e pessoas que conheceram quando acharam que seriam uma das últimas vezes pareceram genuinamente universais e isso é um ponto positivo na obra de Tommy Wallach. A trama toda girou em torno do grupo e seus problemas, ao invés de expandir e mostrar as consequências da chegada do asteroide em mais lugares e com pessoas diferentes. Queria ter tido uma visão geral do final do mundo em um mundo maior do que o pequeno grupo de adolescentes.

Ela não sabia explicar por que se sentiu compelida a adicionar mais um blog a um mundo que estava 66,6% condenado, além do fato de não saber o que mais poderia fazer, e além do fato de não haver mais nada que ela pudesse fazer.

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Até o fim do mundo (We all looked up)
Tommy Wallach
Verus Editora (Grupo Editorial Record)
319 páginas
Lançamento: 2016
Comprar (Amazon – R$ 34,58)
 
 
 
 

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* ESTA RESENHA PARTICIPA DO TOP COMENTARISTA DO MÊS DE OUTUBRO*

Juliane Oliveira

Gosto de distopias memoráveis e contemporâneos que não sejam desnecessariamente tristes. Não sou muito fã de dias chuvosos ou frios. Apaixonada por séries, livros, filmes e pets no geral.

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8 Discussion to this post

  1. Após ler sua resenha adicionei Até o fim do mundo em minha lista de leituras, pois fiquei muito curiosa para ler este livro, não costumo ler livros com histórias de adolescentes, mas achei bem diferente a história envolver o asteroide que poderia acabar com a vida na terra e a atitude dos personagens em relação a isto, pretendo ler este livro em breve.

  2. Janaina silva disse:

    Assim que comecei a ler a sinopse do livro , imaginei que seria uma história sobre as dúvidas típicas da idade.
    Mas quando li sobre o asteróide,pensei que a trama teria uma reviravolta drástica.
    E finalmente quando li a resenha,percebi que o livro não vai muito além do que seria o esperado.
    Uma pena!
    Pois a história poderia ter sido melhor explorada.

    Mas apesar dos pequenos problemas,eu leria!
    Talvez eu até curta. 😉😊

  3. Lili Aragão disse:

    Oi Juliane, acho que a premissa do livro era muito boa, reflexões sobre o que fazer com a chegada do fim do mundo poderia resultar em uma história emocionante mas quando a autora foca num círculo de jovens a ideia se perde. Não li o livro rsr, mas é essa a impressão que tive ao ler a resenha, o que é uma pena. A capa tá bem bonita e como o livro tem um público alvo específico pode ser que haja leitores que acabem gostando da história 😉

  4. Que capa mais linda ♥
    Adorei demais o livro, como disse é uma leitura bem jovem,mas tenho uma irmã na adolescência e tenho certeza que ela adoraria conferir este livro. Bacana a proposta dele, de mudar o que eles não gostam em si, devido talvez a chance do mundo acabar. Creio que seja uma leitura bem agradável. Excelente dica!

  5. Alison de Jesus disse:

    Olá, como sou bastante exigente com a caracterização das personagens, o livro provavelmente não me agradaria. Aliás, sinto que a autora não explorou o universo criado, pois essa vibe meio apocalíptica podia render uma trama bem interessante. Beijos.

  6. Juliane!
    Como podemos nos enganar com apenas o título do livro. Achei que seria mais u livro de ficção e pelo visto não nada disso no livro.
    Que o horror o autor ser totalmente machista e esteriotipar as personagens…
    Adorei a forma bem sincera que fez sua análise, temos de ser assim mesmo, falar o que achamos sem nos preocupar com o autor/editora. Parabéns!
    Quero mais nem ouvir falar no livro…
    Um final de semana alegre e feliz!

  7. Giulianna Santicioli disse:

    Para ser sincera até gostei da parte em que o autor esteriotipa os personagens, pois na fase de colégio é exatamente assim, tem sempre a mal vista por todos, o garoto boyzinho que todos acham ter tudo, a nerd, alguém que é o rebelde e que gosta de criar confusões, etc; quanto a história, gosto bastante de livros que nos mostra como muitas vezes simplesmente levamos a vida ao invés de vivê-la e que na maioria dessas vezes, só mudamos quando algo drástico acontece, enfim, apesar do autor não se aprofundar muito nos protagonistas, quero ler esse livro pois acho que eu adoraria.
    Beijos!

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