Trago hoje uma grande novidade de 2018. Jogador Nº 1 de Ernest Cline.

Mas como assim Daniel? Esse livro não é de 2011?

Sim, mas será adaptado para o cinema nesse ano, e olha, vou te falar que promete ser a volta do GÊNIO Steven Spielberg.

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Jogador Nº 1 se passa em 2044 e mostra um mundo exausto. Existem guerras, pobreza, escassez de alimentos e de energia.

Um mundo tão devastado que tornou-se insuportável para viver. Então foi necessário um escape. Um lugar onde todos poderiam fugir um pouco da realidade.

Assim nasceu a OASIS. Um novo mundo em realidade virtual em que as pessoas trabalham, jogam, estudam, vivem.

O ser humano é uma porcaria na maior parte do tempo. Os videogames são a única coisa que tornam a vida suportável.

A morte de um dos criadores do OASIS, James Halliday, inicia de uma caça ao tesouro. Halliday havia deixado um testamento curioso. Nele dizia que havia deixado um easter egg no OASIS e o primeiro jogador que o encontrasse se tornaria seu herdeiro e junto com isso o controle do próprio OASIS.

Wade Watts é uma das pessoas que passa a maioria do tempo dentro do OASIS. Durante anos os milhões de Gunters (Egg Hunters) tentaram encontrar pistas que levassem ao prêmio. Depois de algum tempo essa caça foi deixada de lado pela maioria.

Até que um dia, Wade Watts (Parzival é seu nome no OASIS) encontra a primeira das três chaves necessárias para desbloquear o ovo. E aí a caçada reativa com toda a força.

Pessoas esperançosas, desesperadas e até mega corporações tentando controlar o OASIS, que por sua vez querem privatizá-la para lucrar ainda mais.

Só de pensar que o simulador poderia ser privatizado e homogeneizado pela IOI nos deixava horrorizados, de um modo que as pessoas nascidas antes do OASIS não conseguiam entender. Para nós, era como se alguém ameaçasse levar embora o sol ou cobrar uma taxa de quem quisesse olhar para o céu.

Minha Opinião

A primeira coisa que você vai encontrar no livro é uma chuva de referências. Principalmente dos arcades dos anos 80. E sem brincadeira, essa é a parte mais legal do livro. O ponto mais forte, com certeza, é o OASIS.

E isso é necessário, pois faz parte da história. Halliday baseou-se nas suas memórias e preferências de livros, séries, games e filmes e as apresentou em forma de enigmas e provas para a sua grande caça.

Temos que reconhecer o esmero com o que foi feita a pesquisa dessa época grandiosa. A década que nasci. o.O. haha!

A descrição central do livro é uma alegoria do que temos hoje. Um mundo caótico, em certo nível, que nos obriga a buscar refúgio online, seja no Twitter ou no Youtube. E isso é super interessante, pé no chão e me engajou muito.

Mas como sou chato pacas. O livro tem alguns defeitos, que, se você lê pelo menos um livro por mês acredito que perceba.

O primeiro defeito que se nota logo de cara é o autor discorrer muito, mas muito mesmo, sobre a tecnologia apresentada. JESUS. Chega a ser sonolento, porque é lento e não acrescenta nada para a história.

O segundo defeito me irritou mais. O livro leva um ‘Q’ de deus ex machina. Wade sabe tudo. E o que se justifica para se saber tudo não dá para engolir. Jogou tudo, leu tudo, viu tudo. Seus erros não resultam em quase nenhuma consequência. Aiai.

Mas saio otimista dessa resenha já que eu sou HIPER FÃ desse monstro do cinema que é o Steven Spielberg. Tenho certeza que ele, e o nosso amigo Zak Penn (Avengers, Alphas), irão dar uns toques bacanas para Ernest Cline(que é um dos roteiristas do filme) polir esse diamante, um pouco bruto, que é Jogador Nº 1.

No mais, coloque suas dúvidas e ponderações nos comentários abaixo.

Até a próxima.

 
Título: Jogador Nº 1
Autor: Ernest Cline
Editora: Leya
Número de páginas: 464
Lançamento: 2011
Comprar Amazon – R$ 24,90
 
 
 
 

* ESTA RESENHA PARTICIPA DO TOP COMENTARISTA DO MÊS DE JANEIRO DE 2018 *

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2 Discussion to this post

  1. Clayci disse:

    Oi Daniel, tudo bem?
    Lembro que quando li a história me irritei com os mesmos pontos que vc, achei tudo exagerado hahaha, mas mesmo assim gostei da história. Só acho que poderiam ter caprichado um pouquinho mais nessa capa, que é horrorosa #soudessas hahah

    Não vejo a hora de ver a adaptação.
    Beijos

    • Daniel Marques disse:

      Haha! Pois é… Vamos esperar. Acho que o hype em torno do livro me atrapalhou também. Tenhamos fé.

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