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Liberdade: a espiã que (meio) gostava de mim, Andrea Portes

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Paige Nolan é uma jovem americana cujos pais desapareceram enquanto estavam em uma fronteira inimiga dos Estados Unidos. A angústia de não saber o paradeiro deles somada às suas habilidades em artes marciais a fazem se encontrar com um agente de uma organização do governo americano, que a fim de recrutá-la promete ir atrás dos seus pais. Mas pra isso, ela precisa ir à uma missão primeiro. Encontrar um inimigo de estado e matá-lo.

O livro começa nos contando sobre como ela soube do desaparecimento dos pais. Ela estava em uma ligação com eles e ao serem parados em um posto policial há uma troca de tiros e lá se foram eles. Os pais de Paige são jornalistas famosos, que investigavam casos polêmicos e este não era diferente. Os meses desde então se passam e Paige – que não consegue pensar no assunto sem ter um ataque de pânico – começa a achar que não mais verá os pais.

Tiros e rajadas em arábico, e poeira deixando o ar nebuloso, e ordens rápidas vindas de algúem de fora do carro, e a tela não mostra mais minha mãe nem meu pai. A tela mostra o assento do banco de trás do carro enquanto o som continua, rá-tá-tá, rá-tá-tá.

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É aí que ela conhece Madden, agente secreto do governo americano que a visita no seu campus universitário a fim de conseguir recrutá-la para o governo, depois de um vídeo seu, derrubando dois homens bem maiores que ela, chegam ao conhecimento dele. O primeiro encontro entre eles é meio conturbado, digamos que o segundo também, até que no terceiro finalmente eles conseguem conversar e Madden explica para ela sobre a possibilidade de encontrar seus pais, mas para isso ela precisaria de ir atrás de um desertor americano que está na Rússia.

Seja lá do que esse sociopata estivesse falando, não quero ter nada a ver com isso. Nada a ver com ele, nada a ver com organizações secretas inventadas, nada a ver com favores para o governo.
Esse governo abandonou meus pais.
Esse governo os abandonou à morte.

Obviamente Paige aceita o trabalho e embarca para a Rússia disfarçada de estudante americana. Sua colega de quarto Katerina é uma russa, que não perde uma oportunidade de a levar para beber uma boa Vodca. Nesse meio tempo elas conhecem Uri, ninguém mais ninguém menos do que o filho de um dos principais chefes da Máfia em Moscou. Bom a amizade entre eles se fortalece quando tentam capturar Uri e as duas amigas o salvam derrubando dois brutamontes armados apenas com a luta. Ok, Katerina tinha uma arma, mas não precisou usá-la. Nisso a história se desenrola para: Paige se encontra com o alvo da missão, eles meio que se apaixonam e ela se divide entre terminar o que foi até lá para fazer ou salvá-lo.

Além disso não consigo decidir se estou mais excitada em jantar amanhã à noite com o inimigo público número um da América em um restaurante inspirado na Cisjordânia, ou contar a Madden que vou jantar amanhã à noite com o inimigo público número um da América em um restaurante inspirado na Cisjordânia.

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    Minha opinião

Ai que leitura leve! Pensa num livro divertido e fácil de ler! A maneira como a autora conduz a narrativa em primeira pessoa é muito envolvente, porque Paige fala diretamente com o leitor. E as aventuras são narradas enquanto acontecem, num estilo meio Jogos Vorazes. É sempre um desafio não contar spoilers, mas nesse caso Paige me pediu para guardar segredo, não posso quebrar essa confiança. rs.

Olhe, não estou aqui para mudar a vida de ninguém nem nada. Só estou tentando contar uma história. Mas estou perguntando… o que estou perguntando é… Posso simplesmente contar? Posso simplesmente contar como isso aconteceu?
Se eu contar a você, precisa guardar segredo, ok?
Apenas mantenha segredo.

Achei a história cativante, com um final legal. Personagens construídos, mas sem um nível de complexidade muito grande, o que talvez facilite a leitura. É um daqueles livros que você consegue ler mais do que 55 páginas em um dia (rs), mas algumas coisas poderiam ser mais exploradas, como por exemplo, a Paige conta que tem um tipo de transtorno dissociativo e isso não é tão bem explorado, e poderia ser. Se ela não o tivesse nada mudaria na história, por esse motivo acredito que poderia ter uma abordagem maior. Enfim! Vale a leitura para distrair a cabeça e se imaginar em Moscou lidando com a máfia russa.

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Título: Liberdade: A espiã que (meio) gostava de mim (Liberty: the spy who (kind of) liked me)
Autor: Andrea Portes
Editora (Grupo Editorial, se houver): Galera Record
Número de páginas: 335
Lançamento: 2018
Comprar (Amazon – R$ 30,90 )
 
 
 
 

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4 Comments

  • RUDYNALVA CORREIA SOARES

    Isaa!
    Gosto de livros que trazem uma leitura mais leve, de fácil entendimento e cheia de aventuras, onde como leitores, podemos embarcar no enredo e nos deliciarmos, além de poder nos divertir.
    Não conhecia.
    Um final de semana cheio de luz e paz!
    “Sou uma pessoa insegura, indecisa, sem rumo na vida, sem leme para me guiar: na verdade não sei o que fazer comigo.” (Clarice Lispector)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA JUNHO – 5 GANHADORES
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

    09/06/2018 at 00:18 Reply
  • Camila Rezende

    Olá Isaa,
    Quando vi a capa desse livro, que é bem fofa, achei que a estória seria diferente.
    Gostei desse ideia de espionagem e não me lembro de ter lido um livro em que a estória se passa na Russia.
    Fiquei curiosa pra ler, mesmo vc tendo colocado na sua resenha de que esse livro não tem uma leitura complexa.

    11/06/2018 at 20:22 Reply
  • Evandro

    Ao ver a capa e o título realmente imaginei algo leve, mas ao começar a ler a resenha tive a sensação que era uma trama cheia de ação e segredos, daquelas que nem deixa o leitor respirar. Porém no fim descubro que é o foco é outro, mas ainda assim continuei interessado, pois essa narrativa parece realmente cativar o leitor. Não conhecia o livro, mas já anotei a dica.

    16/06/2018 at 01:05 Reply
  • Ana Carolina Venceslau Dos Santos

    Fiquei completamente apaixonada com a proposta desse livro muito amorzinho me lembrou até mesmo a história de Malala fiquei satisfeita no fato do livro tem uma leitura leve e Indelicada fiquei ansiosa em ler

    28/06/2018 at 19:44 Reply
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