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investigação

  • Inresenha

    Lupita gostava de engomar, Laura Esquivel

    Lupita é uma policial, com problemas de alcoolismo e com um passado repleto de violência. Ela vive em um mundo corrupto, onde o dinheiro e o poder valem mais que a vida de qualquer pessoa. O mundo de Lupita se revira por ela estar na hora e no lugar errado e presenciar o assassinato de um politico importante. Ela é a única testemunha do crime, mas não consegue se lembrar de todos os fatos e ainda se urinou, detalhe que foi noticiado pelo país inteiro. Humilhada, traumatizada, em choque e de volta aos problemas com álcool.

    O Doutor Larreaga, o politico assassinado, representava para Lupita um novo momento no México, a possibilidade de um politica justa e honesta. A morte dele significa para ela a morte da possibilidade. Mas antes mesmo dela poder se lamentar o suficiente, percebe que sua vida está em perigo e que precisa desvendar sozinha, o assassinato do Doutor Larreaga que envolve tráfico de drogas, redes de corrupção e interesses políticos obscuros.

    O livro é dividido em capítulos com as coisas que Lupita gosta de fazer, como dançar, engomar, proteger. Ela vai sendo desvelada aos poucos e criando uma conexão entre leitor e personagem, uma trama inteligente que o leitor precisa ir juntando as peças do quebra-cabeça junto com Lupita. É exigido pensar. Laura Esquivel não escreve para agradar com romances “água com açúcar”, a narrativa dela é ácida, incomoda, expõe as feridas da personagem, que podem ser, as mesmas que a minha, a sua.

    A personagem tem como um dos refúgios, além do vicio, passar roupas. Neste momento ela coloca todas as rugas no mundo no tecido e com o ferro ela exerce sua autoridade acabando com as dobras, as marcas, vai deixando tudo liso, livre de ranhuras. Em suas mãos as rugas morriam dando lugar à ordem, à pureza. A vida de Lupita é construída em metáforas

    Minha opinião

    Laura Esquivel nasceu em 1950, é escritora, redatora e deputada mexicana pelo Movimento de Regeneración Nacional (Morena). Sua obra mais famosa é o romance Como água para chocolate que foi inspiração para filme homônimo que ganhou 13 prêmios. Todas suas obras falam de politica, de tradição mexicana, não são livros perdidos no tempo, eles são contextualizados, os livros de Esquivel acontecem e, apesar de serem ficções eles são totalmente reais.  

    Lupita gostava de engomar é uma obra originada das injustiças e da ordenação ou desordem do mundo. É um livro atual e que prevê o futuro, que traduz como as pessoas com poder podem decidir sobre a vida das pessoas. Ao mesmo tempo que tem uma critica social é um livro que prende, uma narrativa cheia de pontas soltas que vamos amarrando a cada capitulo.

    Título: Lupita gostava de engomar (A Lupita le gustaba planchar)
    Autor:Laura Esquivel
    Editora: Bertrand Brasil
    Número de páginas: 206
    Lançamento: 2018
    Comprar (R$ 29,40)

    * Este livro foi enviado pela editora do mesmo. A política do blog é de sempre fazer resenhas sinceras, independentemente de como o livro chegou até nós. A opinião relatada aqui veio da experiência literária da autora do post e não sofreu nenhuma influência que não tenha sido explicitada na resenha.

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  • In2017, cinema, Fábrica 231, lançamentos, policial, resenha, Rocco, romance

    Melodia Mortal, Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi

    E se pudéssemos ter a chance se ver Sherlock Holmes e seu inseparável amigo Dr. John Watson em ação em outros casos? E se esses outros casos fossem sobre os grandes compositores da música clássica e as causas de suas mortes? Bom, isso é o que Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi se propuseram a fazer nesse livro, que conta com mistérios e o desvendar deles pelo detetive mais aclamado de todos os tempos.

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  • In2014, ficção, resenha, Rocco

    O bicho-da-seda, Robert Galbraith

    Quando do desaparecimento do romancista Owen Quine, sua esposa procura o detetive particular Cormoran Strike. Inicialmente, ela pensa apenas que o marido se afastou por alguns dias — como fez antes — e quer que Strike o encontre e o leve para casa.
    Mas, à medida que investiga, fica claro para Strike que há mais no sumiço de Quine do que percebe a esposa. O romancista acabara de concluir um livro retratando maldosamente quase todos que conhece. Se o romance fosse publicado, a vida deles estaria arruinada — assim, muita gente pode querer silenciá-lo.
    E quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, torna-se uma corrida contra o tempo entender a motivação de um assassino impiedoso, um assassino diferente de qualquer outro que Strike tenha encontrado na vida…

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